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Luxa: "É o início da Era Ninho do Urubu"

Técnico diz que título carioca é um marco no Fla e considera o futebol de resultados do time excelente

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

Campeão carioca invicto, Vanderlei Luxemburgo sabe que sua missão no Flamengo ainda está longe de terminar. No dia seguinte à conquista, tem preocupações extras com a filha Vanuza, que fez uma cirurgia de emergência para retirada de uma pedra do rim na manhã desta segunda-feira. Mas não esquece seu clube de coração. Pensando no futuro, está em busca da redenção, que passa pelos pés de Ronaldinho Gaúcho e pela finalização do centro de treinamento. Sem prometer futebol bonito, enaltece os resultados e celebra o início da era Ninho do Urubu.

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Morte de Osama Bin Laden x Flamengo campeão

“Era uma pessoa procurada, que causou muitas mortes pelo mundo. Independentemente da concorrência na mídia, não sei se matar é a maneira de recuperar alguma coisa. O importante para mim é o título do Flamengo”.

A Era Ninho do Urubu

“O Flamengo já conquistou muitos títulos, mas essa é uma era diferente. Não da Gávea, mas do Ninho do Urubu, da criação da estrutura, do início de um novo momento do clube. O Flamengo se divorciou da Gávea e criou um novo local. Desde que cheguei, só treinei no CT. Envolvemos o clube e criamos uma pequena estrutura para desenvolver um trabalho em tempo integral. Tivemos uma condição mínima e já ganhamos um título precoce. Estamos fazendo a coisa acontecer. É um momento nobre, um marco na história no clube”.

Clube do coração

“Nunca escondi de ninguém que sou Flamengo. Mas se estiver trabalhando e enfrentar o Flamengo, vou querer ganhar. Já ganhei dois títulos em cima do Flamengo. Mas, agora, espero nunca mais ter que enfrentar novamente”.

Vitórias nos pênaltis

“O mais importante não é o batedor. Muitos títulos que foram conquistados assim mostram que os grandes cobradores perdem. O Zico perdeu (Copa de 1986). O segredo é o goleiro. Dida, Bruno e Felipe são grandes pegadores, inibem o adversário, que sabe a necessidade de tirar um pouco mais, pois se bobear perde. Isso dificulta a cobrança e faz com que ele jogue para fora”.

Carreira

“Nas outras vezes em que estive no Flamengo, briguei muito. E um profissional tem que brigar mesmo por melhores condições de trabalho. Na época, estava tudo atrasado, prêmio, salário, não tinha bola para treinar. Ainda contava com o Romário e o clube não pode nunca depender da boa vontade do jogador. Precisa ter sua estrutura para não ficar refém. Ele tem que trabalhar e ser cobrado por isso”.

Adriano

“Foi uma decisão muito dura, mas tenho uma linha de conduta profissional. Em 1995, com o Kléber Leite na presidência, disse que o Flamengo não ficaria órfão do Romário. Dizem que o Adriano é excelente pessoa, não o conheço, mas o seu passado aqui, com fatos concretos, não cabia. O Flamengo não vai ficar órfão de um jogador novamente, como não vai ficar do Ronaldinho. O Flamengo é que a razão de ser. A decisão de não contratá-lo foi tomada por mim e pela Patrícia, apesar de tentarem me colocar contra ela. A diferença é que ela é política e diz não dizendo sim. Eu falo não mais grosso”.

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Felipe defende um pênalti na caminhada do título carioca
Felipe

“O time precisava de um goleiro e o Felipe se encaixava. O goleiro de um time tem que ter a bola do jogo. Ele tinha uma história boa no Corinthians, mas havia uma resistência no Flamengo, da Patrícia e do Michel (Levy, vice de finanças). Mas quem define é a comissão técnica. Expliquei que, para o projeto, era importante começar com um grande goleiro e está mostrando isso. O Flamengo está sendo bom para ele e ele está sendo bom para o Flamengo. É uma troca”.

Crescimento do time

“Nossa equipe ainda não está pronta. Temos que melhorar. Terminamos a primeira etapa do trabalhar, mas precisamos caminhar mais rapidamente do que os outros, direcionar para as equipes mais avançadas, como Cruzeiro, São Paulo e Internacional. Até mesmo Fluminense está mais preparado do que a gente. Nossa proposta agora é enriquecer essa equipe de qualidade para o segundo semestre”.

Futebol do Rio

“Os clubes têm historia, mas você pode ganhar um campeonato sem estrutura. Um time, você monta, mas é como um castelo de areia. O trabalho é direcionado para estar nas melhores competições, como é o caso de Cruzeiro, São Paulo e Internacional, que sempre estão na Libertadores. O Rio precisa agora aproveitar seus bons times para criar uma infraestrutura para sustentar isso por mais tempo”.

Exemplo do Fluminense

“Um campeão se constrói nas derrotas. Aquela sequência de vitórias do Fluminense para evitar o rebaixamento em 2009 deu um amadurecimento muito grande para eles poderem ser campeões no ano seguinte. O Flamengo passou um pouco por isso ano passado e já deu uma resposta”.

Críticas

"Convivo muito bem com isso. A opinião externa tem interesses diferentes. Passei um tempo me preparando para entender como isso funciona. Existe uma competição entre analistas e técnicos, discutindo se eu acertei ou não. Existe um técnico dentro de campo, com uma responsabilidade, e outros fora que têm um compromisso com seus ouvintes. Entendi que isso faz parte. Acho graça em uns, outros, não. O que precisa prevalecer é o seu pensamento. Se parar nas opiniões dos outros, você não consegue”.

Expectativa sobre o time

Quando o Flamengo contratou o Ronaldinho Gaúcho, acharam que a gente montaria o maior time do mundo. Isso leva um tempo. Uns se adaptam mais rapidamente do que os outros. Ele está evoluindo. Se vai chegar no patamar que todos esperam depende dele. O ser humano é movido sempre por alguma situação. Se tiver um objetivo na vida, vai chegar. O Flamengo precisa dar condição para que ele possa buscar isso”.

Gazeta Press
Ronaldinho e Thiago Neves comemoram a conquista do título carioca
Jogador decisivo

“Ontem (domingo), tirei o Bottinelli, que estava jogando melhor do que o Ronaldinho e o Thiago Neves, técnica e taticamente. No primeiro tempo, o Vasco estava jogando em cima do Alvim. Depois, mudaram para o lado do Galhardo, que estava cansado. Resolvi reforçar ali, mas ainda tem uma desconfiança em cima do Bottinelli e ele não é muito conhecido. O Thiago e o Ronaldinho todo mundo conhece e eles podem decidir uma jogada. Impõem respeito e não deixam o adversário vir com tudo para cima”.

José Mourinho

“Se sou eu que escalo o Pepe de volante e três marcadores no meio tomava pancada. Mas como foi o Mourinho (na derrota do Real por 2 a 0 para o Barcelona), é sensacional. Ele fez lambança demais dentro do Santiago Bernabeu, mas acham sensacional”.

Thiago Neves

Ainda falta. No Fluminense, ele era muito mais agudo, chegava com mais frequência na cara do gol. Em função do estilo, ele precisa se ajustar ainda um pouco na marcação e chegar na frente. Isso requer mais tempo de adpatação”.

Tríplice coroa

“As coisas estão acontecendo dentro do planejamento. Começamos a ganhar o Carioca quando eliminamos os jogos de volta contra Murici-AL e Fortaleza, na Copa do Brasil. Conversei com os jogadores e disse que precisávamos acabar com o campeonato agora para termos duas datas livres. Agora, podemos avançar mais sossegados na Copa do Brasil. Não quer dizer que vai vencer, mas refresca o time”.

Futebol bonito

“Só quem pode jogar futebol bonito no Brasil é o Santos. Todo mundo gosta de magia, mas isso leva tempo. O Cruzeiro e o Internacional jogam juntos há muito tempo. No momento, o que o Flamengo pode jogar é um futebol de resultado. E está sendo excelente. É preciso consolidação, com todos os setores fortalecidos. O Willians era visto de uma maneira, mas já estão vendo de outra. Isso é um trabalho de dia a dia”.

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