"Os três candidatos são gente decente, digna", disse o atual presidente sobre os postulantes ao cargo

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, se aproxima do fim de seu mandato e, embora não tenha conseguido unir a situação, mostra habilidade política ao não tomar partido no pleito do próximo dia 19, na Academia de Futebol. O economista, que defende eleições diretas no clube, tentou convencer Paulo Nobre ou Salvador Hugo Palaia a desistir de sua candidatura para aumentar as chances de vitória sobre a oposição de Arnaldo Tirone.

"Os três candidatos são gente decente, digna. Espero que os conselheiros façam uma boa escolha. Como quase ex-presidente, não acho que eu deva declarar minha preferência, ainda que tenha escolhido meu candidato. Torço para que o próximo presidente tenha mais sorte que eu tive no futebol", desejou à Rádio Globo .

Belluzzo afirmou que deixa a presidência alviverde com a cabeça tranquila, apesar de não ter conseguido conquistar títulos. Ele argumenta que as receitas nominais do Verdão aumentaram 300% e que a diretoria nunca atrasou salários, apenas direitos de imagem.

Quem assumir o Palmeiras, também terá que lidar com a ex-parceira Traffic. O economista revelou que o contrato entre as duas partes terminou e será responsabilidade do próximo presidente decidir a renovação. O relacionamento entre a empresa de J. Hawilla e o time de Palestra Itália ficou particularmente abalada na negociação com o meia Ronaldinho Gaúcho.

O ex-jogador do Milan se transferiu para o Flamengo, com a ajuda da empresa de marketing esportivo, em uma negociação que também envolveu Palmeiras e Grêmio. "Por mim, teria encerrado muito antes diante do vai e vem do Assis", revelou o dirigente, em referência ao irmão e procurador do craque.

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