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Luis Fabiano e São Paulo encerram jejuns ao superar o Libertad

Atacante marcou seu primeiro gol nesta passagem pelo time do Morumbi, que não vencia há seis jogos

Gazeta |

O cenário parecia que não mudaria depois da demissão de Adilson Batista. Sem criatividade no primeiro tempo, o São Paulo de Milton Cruz saiu vaiado de campo. Mas havia algo não tão novo a acontecer no Morumbi, mas que seria muito comemorado. Com gol de Luis Fabiano, seu primeiro nesta passagem, o time venceu, após seis jogos de jejum, aplicando 1 a 0 no Libertad.

O camisa 9, idolatrado pela torcida e que custou mais de R$ 17 milhões em março, vibrou como se fosse um dos principais gols de sua carreira. Em sua quinta partida, conseguiu balançar as redes aos 31 minutos do segundo tempo, aproveitando bola ajeitada por Dagoberto. Como nas passagens anteriores, salvou uma atuação pouco inspirada do São Paulo.

Leia também: Luis Fabiano sente e supera dores na costela

Faltou ânimo e até técnica no primeiro tempo. O nível também não melhorou muito depois do intervalo. Mas o centroavante mostrou sua função ao desencantar e trazer mais tranqüilidade ao clube.

Na próxima quarta-feira, o time decide em Assunção a vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana, podendo até perder por um gol de diferença se balançar as redes na casa do Libertad. No domingo, o São Paulo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro, diante do Coritiba, no Morumbi.

O jogo
Milton Cruz era a solução para muitos torcedores, irritados com Adilson Batista. Mas o coordenador técnico, em seu primeiro jogo nesta nova fase interina, não quis mexer demais no esquema de seu antecessor. Embora prometesse alterações, limitou-se a promover os retornos de João Filipe e Juan nos lugares de Xandão e Carlinhos Paraíba, respectivamente.

No esquema tático, o treinador tentou fazer Lucas render ao abri-lo na direita, como ele sempre atuou bem, e até ajustou o sistema com o Cícero fazendo o mesmo pelo outro lado, embora mais centralizado para dar passagem a Juan. Tentativa que até deu certo, mas, em poucos minutos, ficou provado que a alteração necessária era, na verdade, no espírito dos jogadores.

Lucas até se mostrou mais útil usando sua velocidade em busca da linha de fundo. Quando o Libertad, que veio ao Morumbi apenas para marcar, passou a vigiá-lo mais, Juan aparecia como solução pela esquerda. O problema era encontrar espaço para colocar a bola na área. Luis Fabiano mal conseguia ser visto entre defensores aplicados e dispostos a dar chutão sempre que necessário.

Neste cenário, o São Paulo até demonstrou certa vontade com a promessa de ressurreição de Lucas, que rolou para Cícero obrigar Medina a rebater com o peito e evitar o gol aos 16 minutos. O problema é que o lance, em vez de animar o grupo, teve o efeito contrário, inclusive na torcida, demonstrando irritação com seu silêncio.

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Era a senha para o Libertad perceber que poderia dar cerca de três passos à frente no objetivo de marcar. O São Paulo não esboçou nenhum incômodo com a nova postura adversária. Continuou estático, tocando a bola sem impor velocidade e tornando a partida sonolenta até para o time paraguaio.

A partir da metade do primeiro tempo, quem mostrou mais entusiasmo foi exatamente a equipe visitante, que pressionou com seus dois atacantes para forçar o erro da dupla de zaga do São Paulo. Rhodolfo e João Filipe cometeram um erro cada um que só não se transformaram em gols de Núñez e Ramírez porque Rogério Ceni estava bem posicionado.

Até o final do primeiro tempo, o São Paulo só conseguiu retribuir com cabeçada perigosa de Rhodolfo após cobrança de falta de Dagoberto. Muito pouco para evitar que se repetisse a cena mais comum na passagem de Adilson Batista pelo Morumbi: vaias. A falta de criatividade não foi perdoada.

Na volta do intervalo, em vez de novidades táticas ou de peças, Milton Cruz resolveu mostrar inovação de espírito, o principal problema do São Paulo. A criatividade não apareceu, mas a maior correria conseguiu impor ritmo de mandante diante de um Libertad excessivamente cautelosa.

Forçando as jogadas pelo alto, como queria o interino desde o início da partida, Luis Fabiano pôde ser mais útil mesmo sem tocar na bola. Logo no começo do segundo tempo, um cruzamento em direção ao centroavante foi desviado no pé de Dagoberto, que mandou rente ao travessão. Na sequência, o próprio camisa 9 girou para forçar Medina a evitar o gol.

Mas foi um ímpeto que durou dez minutos. Os erros em passes depois do meio-campo voltaram a aparecer ainda com mais frequência e a zaga do São Paulo falhava sempre que era acionada. Mais uma vez, Rogério Ceni a salvou em grande defesa, mostrando reflexo em chute de Núñez livre.

Milton Cruz resolveu agir com o objetivo de abrir a equipe como ele tanto insistiu ao colocar Casemiro e Marlos nas vagas de Denilson e Cícero. Mas não conseguiu mais do que cruzamentos errados pela esquerda, já que Lucas quase não foi visto em campo no segundo tempo.

Tudo mudou aos 31 minutos do segundo tempo, quando Juan lançou para Dagoberto, na meia-lua, colocar com a cabeça a bola no peito de Luis Fabiano. Mesmo sem ritmo, o camisa 9 não perdeu sua categoria ao girar e balançar as redes. Como previa Juvenal Juvêncio e a torcida ao repatriá-lo, o ídolo salvou uma atuação pouco inspirada.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 0 LIBERTAD

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 19 de julho de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 7.910 pagantes
Renda: R$ 166.516,00
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Mauricio Espinosa e Carlos Pastorino (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Juan e Wellington (São Paulo)

Gol:
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 31 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Denilson (Casemiro), Wellington, Lucas (Rivaldo) e Cícero (Marlos); Dagoberto e Luis Fabiano
Técnico: Milton Cruz

LIBERTAD: Medina; Bonet, Benegas, Canuto e Samudio; Víctor Ayala, Pouso (Cáceres), Sergio Aquino e Civelli; José Ariel Núñez (Maciel) e Robin Ramírez (Menendez)
Técnico: Jorge Burruchaga

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