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Lincoln se torna fardo, e nova diretoria pretende negociá-lo logo

Meia custa caro e jogou menos da metade das partidas do Palmeiras no período em que está no clube

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Lincoln se tornou um fardo para a diretoria do Palmeiras, que torce para que chegue uma proposta oficial pelo meia. Contratado como solução no começo de 2010, o jogador tem freqüentado com assiduidade o departamento médico, ganha um alto salário e Luiz Felipe Scolari já o liberou para que seja negociado. O problema é que até o momento houve somente sondagens – a mais “séria” foi do Catar.

“Por enquanto ele é jogador do Palmeiras e vai ser usado. Mas é claro que se chegar algo interessante para o clube, para o jogador e para quem quer que seja vamos sentar e analisar. Nenhum jogador é inegociável”, admite o vice-presidente que comanda o futebol, Roberto Frizzo.

Lincoln ganha um dos maiores salários do grupo, R$ 262 mil mensais. Perde somente para Marcos e ganha mais do que Valdivia, por exemplo, queridinho da torcida. Quando o chileno soube disso não gostou muito (quase não fechou o acordo). O gasto com Lincoln foi ainda maior porque o Palmeiras se comprometeu a arcar com a rescisão contratual do Galatasaray, da Turquia, antigo clube do meia.

Para agilizar, Lincoln pagou de seu bolso 1,25 milhão de euros (R$ 2,8 milhões), mas o Palmeiras não cumpriu sua parte e ainda deve parte desse dinheiro para o atleta, que chegou até a cobrar judicialmente, por meio de carta, em meados de 2010 – o clube só pagou 250 mil euros, devendo 1 milhão de euros (R$ 2,2 milhões). Mesmo se negociar o atleta o Palmeiras terá que arcar com essa dívida, que a princípio seria parcelada em seis vezes.

Custo benefício
Lincoln fez 35 jogos pelo Palmeiras e marcou seis gols desde fevereiro de 2010, quando foi contratado. No período, o time jogou 76 vezes entre Paulistas 2010 e 2011, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana (estes em 2010). Ele não jogou nem metade das partidas, principalmente devido à sequência de machucados. Neste ano, o camisa 99 (alusão aos 99 gols que tinha quando chegou ao clube) atuou na estreia, contra o Botafogo, e depois sentiu a lesão muscular na coxa direita. Está fora desde então.

Gazeta Esportiva
Lincoln na única partida que fez pelo Palmeiras no ano, contra o Botafogo
Com 32 anos, Lincoln está longe de encerrar a carreira, mas vive com problemas físicos desde que deixou o futebol alemão, onde foi ídolo. Na Europa defendeu o Kaiserslautern (clube para qual foi vendido pelo Atlético-MG, em 2001) e o Schalke 04. O sucesso fez com que fosse apontado, em uma pesquisa de uma TV local, como uma das 20 maiores contratações da história da Bundesliga, a primeira divisão alemã.

Já na Turquia, conviveu com lesões e problemas físicos e não teve atuações semelhantes. Foi sondado pelo São Paulo e pelo Atlético-MG, mas só conseguiu a liberação mediante pagamento de parte da multa rescisória. Arcou do bolso para defender o Palmeiras e retornar ao Brasil, seu sonho.

Além do alto custo ao departamento financeiro do clube e da cobrança pública da dívida, Lincoln tem reclamado de substituições, o que já irritou algumas vezes Luiz Felipe Scolari. Linha dura, o treinador já o cobrou internamente ao menos duas vezes o que desgastou a relação e facilitou o sim do técnico caso haja proposta oficial. Lincoln não está dando entrevistas.

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