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Liedson troca interesse pelo gol por títulos: “Quero ser campeão"

Em entrevista ao iG, artilheiro diz não quer ser reconhecido pelos gols, mas sim pelas taças

Bruno Winckler, iG São Paulo |

Liedson nunca foi campeão nacional e nunca conquistou títulos de maior expressão. Foram anos em Portugal, artilharias conquistadas, mas voltas olímpicas, só em campeonatos menos importantes. E agora, como artilheiro do Corinthians no ano e neste Brasileiro, Liedson sentencia: “Não preciso ser artilheiro. Minha meta é ser campeão”, disse atacante, que na Europa, só foi bicampeão da Taça de Portugal pelo Sporting, título menos relevante que o do Campeonato Português .

AE
Liedson é artilheiro, mas troca prêmios pessoais pelo título brasileiro

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Antes da viagem para a Bahia, na última terça-feira, Liedson conversou com a reportagem do iG e nem a boa média de gols no ano (são 15 em 21 jogos) o empolgam quando ele fala dos seus objetivos para este ano. “Gols ajudam e são muito importantes, mas se para gente vencer eu tiver que não marcar, tudo bem, não tenho essa vaidade”.

Confira abaixo a entrevista com Liedson. Ele fala do seu momento, da seleção de Portugal e da vontade que tem em voltar a ser campeão pelo Corinthians depois de oito anos. Ele comemorou o Paulistão de 2003 pelo clube.

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iG: Já são 15 gols no ano. Qual a sua meta para esse Brasileirão?
Liedson:
Metas eu nunca tive. Não gosto impor metas, quantidade de gols. Minha meta é ser campeão independente da quantidade de gols que eu faça. Claro que a todo jogo, a cada momento quero trazer o melhor para mim que é o melhor pro clube, que é marcar gols. Mas sem estabelecer metas. Se for para acontecer, que aconteça, mas se não for, que aconteça de outra forma, com outro jogador. Eu não tenho essa vaidade. Não preciso ser artilheiro. Meu objetivo é sair vitorioso porque minha meta maior é ser campeão.

iG: Foi o que faltou na sua carreira até agora?
Liedson:
Apesar do que conquistei em Portugal, as artilharias (foram duas, em 2005, com 25 gols e em 2007, com 15), eu sempre disse que o que falta é ser campeão. Tenho certeza que com essa qualidade do nosso grupo temos essa chance e é por isso que quero brigar.

iG: Você fez alguma promessa para cumprir caso o Corinthians consiga o título nesse ano?
Liedson:
(Risos) Não tenho nada especial, não. Meu pensamento é coincidir uma coisa com outra. Gols com títulos. Sempre falei isso. Eu ponho minha individualidade sempre em segundo plano. Com coletivo forte tudo dá certo, como foi nesse jogo agora com o São Paulo. Todos foram bem, todos foram elogiados. Isso porque o conjunto é forte. A gente só promete que vai se dedicar muito para ser campeão.

iG: Você esteve na Copa, marcou gol, mas já disse que não tem obsessão de voltar para a seleção de Portugal que pode jogar a Euro no ano que vem. Você tem falado com seus ex-companheiros sobre o atual momento da seleção portuguesa?
Liedson:
Eu tenho pouco contato com o pessoal de lá, estou sem telefone de lá. Faz tempo que não falo com o pessoal exatamente da seleção, converso com meus colegas de clube. Mas como eu falei, não é uma obsessão voltar. Claro que se eu for eu vou muito feliz, vou com o maior prazer, tenho orgulho de defender a seleção portuguesa, mas a princípio não é uma obsessão.

iG: Você tem conversado com o Cristiano Ronaldo?
Liedson:
Não, muito pouco, muito pouco. Falava quando estava na seleção, na Copa do Mundo, quando a gente era convocado.

iG: Quem era seu melhor amigo em Portugal?
Liedson:
Quando cheguei lá eu tentei fazer bastante amigos, mas nunca tive assim um mais outro menos, sempre me dei bem com todos para criar um ambiente legal. Tem vários amigos, mas nem vou citar nomes. São grandes amigos e eu prefiro não cometer injustiça de esquecer algum.

iG: E aqui no Corinthians? Você é um dos mais experientes (33 anos) e o time tem vários líderes (neste momento Chicão passa ao lado de Liedson e lhe dá um “peteleco”) . Como você tenta ajudar fora de campo? Você quer tirar a faixa de capitão do Chicão?
Liedson:
Eu procuro ajudar sempre. Não é o fato de ser capitão ou não que a gente é mais ou menos líder. Cada um tem o direito de ser líder, todo mundo tem o direito de expressar alguma coisa para ajudar e meu foco é esse. Sempre ajudar com minha experiência. O Chicão é um capitão excelente, tem outros também que com qualquer palavra, incentivo ou gesto, pode ajudar. Esse grupo é forte porque um ajuda o outro e está disposto a ajudar.

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