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Lico e Marinho relembram chegada ao Flamengo de pratas da casa

'Forasteiros' campeões em 81 contam ao iG como conseguiram espaço entre os craques formados na Gávea no time que foi a Tóquio

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

O time de craques campeão mundial em 13 de dezembro de 1981 seguia à risca a máxima: "craque o Flamengo faz em casa". Porém, entre Adílio, Zico, Andrade, Júnior e outros estavam jogadores escolhidos a dedo por Cláudio Coutinho, técnico que falecera antes da maior conquista da história do clube que comandava. O zagueiro Marinho e o ponta-esquerda Lico não foram criados na Gávea mas tiveram importância fundamental na trajetória que culminou com a vitória arrasadora por 3 a 0 sobre o Liverpool, da Inglaterra. Os dois estiveram na festa organizada na sede social na segunda-feira e contaram ao iG como foi a chegada ao clube que marcaria suas vidas.

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Vicente Seda
Lico, ponta-esquerda campeão mundial pelo Flamengo em 81, iniciou a carreira em Santa Catarina
Antônio Nunes, o Lico, lembrou que já havia sido apontado duas vezes como o melhor jogador de Santa Catarina, onde nasceu e iniciou a carreira, antes de chegar ao Rio de Janeiro, em 1980. "Cheguei tão alegre, porque já estava com 28 anos e tinha o sonho de jogar em uma grande equipe, queria abraçar a oportunidade a qualquer custo. E o talento dos jogadores era fantástico. Era complicado, difícil, mas eu já tinha sido escolhido duas vezes o melhor do meu estado. Claro que no Rio a repercussão era outra, mas se você tem confiança no seu potencial, em algum momento vai aparecer a chance, aí depende de você. Fui conquistando o carinho, a confiança, para depois de seis meses encaixar", disse.

O ex-jogador, que atualmente tem uma escolinha de futebol em Imbituba, espera que as comemorações pelos 30 anos da conquista do Mundial inspirem os atuais atletas do Flamengo. Lico espera uma grande Libertadores em 2012.

"Não dava para ter noção do que esse título representaria. Hoje, depois de 30 anos, estamos comemorando, isso é maravilhoso. Quem sabe essa lembrança gostava não serve também para mexer com esse grupo atual? Que eles saibam o que representa vestir essa camisa e ser lembrado por essa torcida maravilhosa. Não tem presente melhor para um jogador de futebol", completou.

Vicente Seda
Marinho chegou ao Flamengo indicado por Cláudio Coutinho
Marinho também levou algum tempo para conquistar a confiança do grupo e um lugar na equipe. Mas lembra que foi bem recebido até por concorrentes de posição. "Muitos dos jogadores do Flamengo de 81 foram criados juntos, habilidosos, muitos jogaram salão, se conheciam há anos. Eu e Lico éramos exceções. Você chega em uma situação meio complicada. Tinha de disputar com vários formados no Flamengo. Mas não fiquei preocupado porque eles me receberam muito bem, o próprio Rondinelli, com quem eu tinha de disputar posição. Era um grupo muito forte, amigo, só tive de jogar futebol".

Ao comentar a final do Mundial, Marinho revelou que notou uma certa arrogância dos ingleses do Liverpool antes de a bola rolar. "Eu sou uma pessoa fria. Não tive medo nenhum naquele jogo. Sabe qual era a vantagem do Flamengo? Fora do campo a gente até pensava e tal. Mas quando o time do Flamengo entrava em campo, não tinha medo de ninguém. Antes do jogo começar, aconteceram algumas coisas que irritaram o nosso time, até jogadores calmos. Acho que eles não conheciam a equipe do Flamengo. Quando começaram a querer jogar, já estava 2 a 0. Na Europa se falava do Zico, mas não do Flamengo. O time naquele jogo foi imbatível".
 

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