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Leandro Damião: de goleador do Nós Travamos a titular do Brasil

Atacante do Inter começou na várzea e será o 9 contra a Escócia. Ao iG disse que ainda não se considera grande jogador

Marcel Rizzo, enviado iG a Londres |

Da várzea para a seleção brasileira e titular logo na primeira convocação. Leandro Damião, 21 anos, admitiu ao iG, em entrevista nesta sexta-feira no CT do Arsenal, palco do treino brasileiro, que ainda não se considera um grande jogador. Mas os 13 gols que marcou em nove jogos na temporada pelo Internacional o credenciaram para a vaga, deixando no banco Jonas, do Valencia, artilheiro do Brasileirão de 2010. O Brasil enfrenta a Escócia neste domingo (27 de março), 10h de Brasília, no Emirates Stadium.

“Eu não me considero ainda um grande jogador, nem tecnicamente, nem fisicamente. Como não tive base, ainda tenho que aprender e melhorar algumas coisas. Mas o peso da camisa não vai me pegar”, disse Damião após trabalhar pelo segundo dia seguido entre os titulares.

Mowa Press
Mano Menezes elogiou o atacante do Internacional


Damião teve sorte. Primeiro Alexandre Pato se machucou no Milan, entorse no tornozelo, abrindo vaga para ele, convocado por Mano quase duas semanas depois da lista oficial. Pato se apresentou, mas acabou cortado. Nilmar, a segunda opção do treinador, também chegou à Inglaterra lesionado, problema na coxa direita, e foi outro que acabou fora da partida. Tudo indicava que Jonas, goleador do Nacional no ano passado com 23 gols pelo Grêmio, começaria jogando. Mas eis que perde o vôo, chega atrasado a Londres e Mano só tem Damião para escalar. Ele entrou, o comandante gostou, e Jonas agora é reserva.

“Ele tem idade olímpica e estamos pensando também nesta competição. E é um jogador raro, quase em extinção. Aquele centroavante que gosta de ficar na área”, disse o treinador.

“Ele falou isso? É bom, é bom. Sou um jogador que gosto de cabecear, trombo mesmo. Faço gol de canela, de pé, não importa. Importa é o gol”, disse Damião.

Amador

O Internacional se gaba de ter revelado Damião, mas na verdade foi uma “quase revelação”. O jogador começou na várzea. Disputava campeonatos amadores em São Paulo por um time com nome sugestivo: Nós Travamos Futebol Clube, time de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. Ele também disputou uma Copa Kaiser, tradicional torneio patrocinado pela cervejaria, pelo Estrela da Saúde. “Salário”: R$ 30 por partida.

“Eu só jogava de sábado e domingo e nem treinava. Estudava durante a semana. Por isso que quando cheguei no Inter eu era um andróide. Não errava um passe, mas era muito duro, não tinha vários fundamentos. Fui treinando e melhorando a parte física”, disse.

Indicado a Giovanni Luigi, hoje presidente do Internacional, Damião desembarcou no clube gaúcho e fez período intensivo de treinamentos na equipe de juniores, apesar de já ter 19 anos. Depois foi emprestado ao Atlético Ibirama, de Santa Catarina, para ganhar experiência. A sorte começou a mudar mesmo quando voltou ao Inter e marcou um gol na final da Libertadores de 2010, nos 3 a 2 sobre o Chivas dentro do Beira-Rio.

“Foi quando me observaram com mais calma. A convocação não me surpreendeu pelos gols e o pessoal me recebeu super bem aqui. Estão se acostumando comigo”, disse Damião, que como tradição na seleção precisou fazer um pronunciamento, assim como Lucas, Henrique e Jonas, os outros novatos. “Agradeci a comissão técnica e a receptividade. Foi curto”, contou.
 

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