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Policial do Bope conversou com o iG na Toca da Raposa e ficou impressionado com o clube mineiro

Membro do Bope, lutador de MMA e lateral-direito nas horas vagas. O “caveira” Paulo Thiago esteve na Toca da Raposa II na última segunda-feira para conhecer a estrutura do Cruzeiro , clube com o qual firmou uma parceria recente. O lutador protagonizou um dos momentos mais empolgantes da edição do UFC realizada no Rio de Janeiro no último dia 27 de agosto, quando a torcida carioca foi ao delírio em sua entrada com a música do filme Tropa de Elite.

Paulo Thiago não fez feio e bateu seu oponente por decisão unânime dos juízes . Enquanto sua próxima luta não está marcada, o lutador aproveita para se inteirar sobre o futebol, já que a única coisa que viu na televisão nos últimos tempos foram lutas do seu adversário.

iG: Como foi lutar representando um clube pela primeira vez?
Paulo Thiago: Foi muito importante lutar o UFC no Brasil e ter o apoio de um time grande, da elite do Brasil. Tive muitas mensagens de apoio da torcida do Cruzeiro. Fui muito bem recebido e foi muito importante para mim.

iG: O que achou da estrutura do Cruzeiro?
Paulo Thiago: Não sabia que era tão grande assim a Toca da Raposa. Fiquei impressionado. Um clube muito bem estruturado para ajudar o desenvolvimento dos seus atletas. Agora eu quero utilizar essa estrutura também.

iG: Como você enxerga essa aproximação do MMA com o futebol?
Paulo Thiago: Não é uma aproximação do MMA com o futebol. O Cruzeiro é um clube esportivo, que apóia vários esportes. Tem time de vôlei, atletas do atletismo. MMA é um esporte está crescendo muito no mundo e o Brasil acompanha esse ritmo. O presidente (Zezé Perrella) teve essa visão de apoiar um atleta que está representando o Brasil. Acho que o MMA e os times só têm a ganhar com isso.

iG: Porque o MMA cresce tanto no Brasil?
Paulo Thiago: Isso não é só no Brasil, uma onda no mundo inteiro. É o esporte que mais cresce no mundo. O UFC é considerado a empresa esportiva que mais vai se desenvolver no ano. O esporte é muito motivante. Até quem não gosta do esporte, quando a televisão está ligada e passando uma luta, para para ver. Tem muito poder de entretenimento e quase todo mundo gosta.

iG: O povo gosta daquela sequência de golpes para terminar a luta?
Paulo Thiago: Todos gostam, pois o caminho da luta pode mudar a qualquer momento. Você tira aquela energia e vira uma luta. Isso é emocionante no esporte. Quando acaba a luta, os lutadores se abraçam.

Torcida foi ao delírio com a música de Tropa de Elite na entrada de Paulo Thiago no UFC Rio
Getty Images
Torcida foi ao delírio com a música de Tropa de Elite na entrada de Paulo Thiago no UFC Rio
iG: E a entrada com a música do filme Tropa de Elite?
Paulo Thiago: Aquilo ali foi o momento mais marcante da minha carreira. Ver a torcida comigo me deu uma energia monstra na hora da luta. Senti-me acolhido pela torcida e isso fez a diferença.

iG: Você gosta de futebol e acompanha os jogos do Cruzeiro?
Paulo Thiago: Gosto de futebol, mas se me perguntar algo de futebol atualmente eu não sei nada. Nos últimos três meses a única coisa que eu vi na televisão foi luta do meu adversário. Mas agora que passou a luta vou acompanhar mais e ficar mais ligado.

iG: Sempre foi do tatame ou costumava bater uma bola também?
Paulo Thiago: Já bati bola também, jogava em clubes de Brasília. Era mais de brincadeira mesmo. Meu negócio era mais tatame mesmo. Desde os cinco anos, comecei no judô e passei por várias modalidades. Meu negócio sempre foi luta.

iG: Jogava em qual posição no futebol?
Paulo Thiago: Não sou ruim de bola não viu? Quando jogava era de lateral-direito. Dava uma bicuda na bola e deixava todo mundo para trás.