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Koff evita falar em traição e revela “inveja” de gremista

“Seria uma ingenuidade me sentir traído. Eu sabia com quem estava lidando”, diz o presidente do C13

Marcel Rizzo, Marcelo Laguna e Paulo Passos, iG São Paulo |

No próximo mês de maio, Fábio Koff completará 80 anos. É com essa idade que o ex-presidente do Grêmio e atual número 1 do Clube dos 13 pretende se aposentar. “Vou usufruir o que a vida ainda deixou como sobremesa para mim. Vou passear, viajar, curtir meus netos”, disse o cartola ao iG.

Koff pretende deixar a entidade que preside desde 1996 em março de 2012, antecipando o final do mandato, que ocorre um ano depois. Em tom de ironia, o ex-juiz fala em escrever um livro quando deixar o cargo. “Preciso contar o que aconteceu. Foram coisas que não tem explicação”, afirmou, se referindo ao racha que ocorreu no Clube dos 13. Até agora 10 clubes já anunciaram que irão negociar fora da entidade os seus direitos de transmissão, por estarem em desacordo com as regras.

“As brigas sempre foram para ganhar mais. Agora, estão querendo ganhar menos. Sempre foi feita a discussão depois de ter o bolo. Agora, não tem o bolo e estão brigando antes”, disse.

Traição?

Há pouco menos de um ano, em abril, Koff foi reeleito presidente do C13. Na época, contou com o apoio de 12 associados, entre eles Flamengo, Palmeiras e Grêmio. Os três clubes já anunciaram que estão em desacordo com a concorrência do C13 e vão negociar sem a entidade. Botafogo e Santos, que não votaram nele, mas fizeram parte da comissão que definiu as regras da concorrência para os direitos de transmissão, também abandonaram o barco.

“Se dissesse que me sinto traído, seria uma confissão de ingenuidade da minha parte. Porque eu fui traído na eleição e cair de novo na arapuca, não posso. Conheço o comportamento de alguns dirigentes”, afirmou.

“Inveja” gremista

O cartola, entretanto, admite que ficou surpreso com algumas deserções. Uma delas foi a do Grêmio, clube que Koff presidiu por duas vezes, sendo campeão da Libertadores da América e do Mundial Interclubes.

“Não há quem seja mais contestado em um clube de futebol do que aquele que ganhou. Todo o dirigente que entra, entra para alcançar o que o outro já conseguiu e mais. Não é por ciúmes. Ciúmes quem tem é mulher. É por inveja do outro, mesmo”, afirma.

Gazeta Press
Paulo Odone e Fábio Koff se encontraram pela última vez na posse do atual presidente do Grêmio


O fato do atual presidente do Grêmio, Paulo Odone, não lhe comunicar da decisão antes de divulgá-la foi o que mais magoou Koff. “Eu apoiei outro candidato na eleição do clube e ele (Odone) está me dando o troco. Tudo bem! Se para atingir os melhores interesses do Grêmio é preciso desprezar a figura de um ex-presidente. Não mereço nenhuma consideração?”, questionou.

“Palavra de honra”

Koff admite que o racha no C13 é uma continuação das disputas que ocorreram na última eleição da entidade. Em 2010, ele concorreu com Kleber Leite, que teve como vice na chapa, o corintiano Andrés Sanchez, e recebeu apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

“Teve presidente de clube que me disse: ‘se houver um voto só para o senhor, vai ser o meu!”. Eu escutei e até acreditei porque a eleição era em aberto, porque se fosse voto fechado de fato eu já não confiaria. Três dias depois, ele recebeu um empréstimo, saiu da chapa e foi votar na outra”, revelou.

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