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Klinsmann lembra 2006 e defende apoio incondicional a Mano

“A seleção brasileira será tão boa quanto o ambiente que tiver para trabalhar”, diz o alemão, que participa do Footecon no Rio

Renan Rodrigues e Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Atual técnico da seleção dos Estados Unidos, o alemão Jürgen Klinsmann arrancou aplausos no Footecon, o congresso de futebol organizado por Carlos Alberto Parreira, em palestra sobre o gerenciamento de seleções e a estratégia que usou na Alemanha para a Copa do Mundo de 2006. Em diversos momentos, o ex-jogador convocou os brasileiros a apoiar o técnico Mano Menezes, ainda que os resultados não sejam os esperados e, para 2014, mandou um recado: “A seleção brasileira será tão boa quanto o ambiente que tiver para trabalhar”.

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Mano comentou: “Quem já viveu essa pressão sabe. Ele foi muito contestado, até pelo maior jogador do país, Franz Beckenbauer, mas é parte do processo. Quem quer que seja o técnico, ele precisa ter apoio do consenso geral, é ingênuo dizer que não. Mas não é ser apoiado e ponto, tem de conquistar isso, e aí vai depender da nossa competência”, disse o brasileiro.

Klinsmann avisou ainda que os brasileiros não devem cobrar resultado na Copa das Confederações, em 2013. Sem jogar as eliminatórias, o alemão lembrou que nesta competição Mano testará os jogadores e as formações para a Copa do Mundo de 2014. “O Brasil quer sempre ganhar tudo, contra qualquer um. Claro que vocês querem ganhar a Copa das Confederações também. Mas, para realmente mirar o título na Copa, o Mano precisa testar e pode ser que com isso vocês não ganhem a Copa das Confederações. Vocês têm que estar preparados para isso”.

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O ex-atacante detalhou o trabalho de dois anos de preparação da seleção alemã para a Copa de 2006, ressaltando também a importância de momentos de descontração do grupo. Uma das passagens que chamou atenção foi quando citou o hotel que lhe fora oferecido para preparar a equipe alemã para a Copa em casa, em uma acomodação das mais completas e das mais isoladas. Ele dispensou, preferindo colocar a seleção no centro de Berlim. “Queria que os jogadores sentissem o que o nosso país estava sentindo”.

AE
Klinsmann na Footecon, no Rio de Janeiro: em defesa do trabalho dos treinadores

Ele citou em diversos trechos a imagem prejudicada do seu país por conta das guerras do passado e disse que a Copa serviu para mudar um pouco essa imagem, com cenas da recepção dos alemães que foram para a frente do hotel da seleção festejar o terceiro lugar no Mundial, algo ainda distante da realidade brasileira, como disseram Parreira e Mano depois da palestra.

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“Certas coisas são inatingíveis, como por exemplo aquela felicidade do povo alemão com o terceiro lugar na Copa. Aqui no Brasil sabemos que não vai acontecer. Mesmo que a gente tenha uma grande capacidade de trazer o povo para junto da seleção brasileira, a nossa realidade é um pouco mais dura”, disse Mano.

Mas Klinsmann frisou outro aspecto que levou à comemoração de um terceiro lugar que, no Brasil, teria pouco valor. “Tínhamos receio de levantar nossa bandeira por causa do nosso passado, mas essa Copa foi a chance de mostrarmos ao mundo quem somos de verdade. Acho que foi o primeiro grande evento mundial como uma Alemanha realmente unificada. E isso foi fantástico. Não ganhamos a Copa, mas ganhamos o povo alemão”, afirmou o ex-atacante.

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“Alguns podem não entender o que o Mano faz, não podem ligar e perguntar, mas ele tem um plano e é preciso que todos apóiem esse plano”, completou o alemão, que citou Lúcio e Zé Roberto como dois dos atletas mais profissionais que já observou (ambos atuaram por vários anos no futebol alemão).

Mostrando um pensamento oposto ao que foi praticado por Dunga no comando da seleção brasileira que fracassou em 2010, Klinsmann ressaltou que fez questão de trazer torcida e mídia para o lado da seleção.

“Os jornalistas também querem que sua seleção ganhe a Copa. Então estamos todos juntos, não? Se no fim do dia sai uma matéria negativa, são necessárias três positivas para mudar isso. A conquista não virá com palavras, virá com trabalho”, analisou o treinador. “É importante usar todos os meios de comunicação que tiver. É um mundo diferente de 1990 ou 94. É um mundo de Facebook e Twitter, as coisas acontecem num estalar de dedos, e temos de nos adaptar a isso”.  

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