Novo treinador da seleção norte-americana volta seu discurso para a formação de novos craques no país

O alemão Jürgen Klinsmann afirmou em sua apresentação oficial como novo treinador da seleção dos Estados Unidos que sabe "perfeitamente" o que tem de fazer para elevar o nível do futebol dentro do país. No entanto, o novo treinador dos EUA não falou apenas de seus planos presentes com o atual time nacional, centrando seu discurso na maneira como pensa formar os jogadores, que serão a base para fazer possível o crescimento do esporte em solo americano.

"É preciso começar a formar o próximo Landon Donovan", declarou Klinsmann, para que "algum dia" os EUA possam lutar pelo título de uma Copa do Mundo.

Segundo Klinsmann, de 47 anos, por enquanto esse dia ainda "está bastante longe". O treinador reconheceu que para que isso fosse possível teria de ter na equipe pelo menos outros dez jogadores do nível e da qualidade de Donovan, jogador do Los Angeles Galaxy que é a referência da seleção americana.

O discurso de Klinsmann também tinha a intenção de reduzir as expectativas geradas por sua contratação após a demissão de Bob Bradley, na semana passada. Na Copa Mundial da África do Sul, no ano passado, a seleção americana foi eliminada nas oitavas de final por Gana, após desempate na prorrogação.

Já na última edição da Copa Ouro, os EUA perderam o título após derrota por 4 a 2 para o México na decisão. Klinsmann acredita que seu papel vai além de tirar o melhor rendimento possível de Donovan e seus companheiros, portanto não espera que os resultados aconteçam de forma imediata.

O ex-jogador alemão vive há 13 anos nos Estados Unidos e acredita que sua experiência internacional e seu conhecimento do futebol americano permitirão a ele obter grande progresso. Além de disputar três Copas do Mundo como jogador, incluída a de 1990, vencida pela Alemanha, Klinsmann dirigiu seu país no Mundial de 2006, terminando na terceira colocação a competição jogada em casa.

Seu primeiro teste à frente da seleção americana será no próximo dia 10, na Filadélfia, contra o México. "Enfrentaremos a partida com mentalidade vencedora e depois veremos o que acontece", avaliou Klinsmann. "Não é mais que o começo de uma nova etapa que esperamos que seja de grande lucro para o futebol e a seleção americana não tem outra meta que não estar na Copa do Mundo do Brasil, em 2014".

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