Organização quer que a entidade máxima do futebol seja tratada como uma empresa comu, e não como pública

A juventude socialista da Suíça pediu ao Governo que coloque fim "aos privilégios fiscais" à Fifa, organismo máximo do futebol com sede em Zurique. O pedido, embasado em 10,5 mil assinaturas e feito junto com a organização Solidar Suisse, classifica como injustificável o fato de a Fifa ser considerada utilidade pública, dados seus enormes lucros econômicos e os recentes escândalos de corrupção.

Se o principal órgão executivo do futebol mundial fosse considerado como uma empresa comum, afirmam os autores da iniciativa, de 2007 a 2010 teria pago o equivalente a R$ 366,8 milhões em impostos. No período, entretanto, só pagou R$ 6,8 milhões.

A juventude socialista lembra que ao fim da Copa do Mundo da África do Sul em 2010, a Fifa revelou lucro de R$ 4,7 bilhões, enquanto o país organizador, com altos níveis de pobreza, sobrou uma dívida de R$ 6,1 bilhões.

Conforme a agência local ATS , o escritório federal do esporte da Suíça deve apresentar até o final do ano um relatório sobre a luta contra a corrupção em instituições esportivas, o que vai apontar quais medidas organismos como Fifa, Uefa e COI devem adotar a respeito.

Na última terça-feira, a ONG Transparência Internacional (TI) propôs que a reforma anunciada pela Fifa para evitar novos casos de corrupção seja supervisionada por uma comissão independente, formada por pessoas que não pertençam à organização. A Fifa aceitou a proposta e ressaltou que em seu congresso de junho renovou "o compromisso de melhorar sua organização, centrada no aumento da transparência das atividades e não tolerando qualquer forma de corrupção".

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