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Juvenal tem até sexta para registrar candidatura no São Paulo

Eleição que vai definir novo presidente do clube acontece em uma semana, mas ainda poderá ser anulada

Levi Guimarães, iG São Paulo |

A polêmica eleição que irá definir o presidente do São Paulo para os próximos três anos está marcada para a próxima quarta-feira, dia 20 de abril. Com isso, para respeitar os prazos estabelecidos pelo estatuto do clube, o atual presidente Juvenal Juvêncio terá até a próxima sexta-feira para confirmar que será candidato à reeleição. Seu rival, já declarado, será o conselheiro Edson Lapolla.

O agendamento da data da eleição à presidência do São Paulo dependia de uma decisão judicial relacionada a mudanças de estatuto realizadas na última reunião do Conselho Deliberativo do clube e que possibilitam a Juvenal concorrer ao terceiro mandato [ entenda o caso ]. Porém, o advogado e ex-presidente do clube Carlos Miguel Aidar conseguiu a autorização para que a eleição fosse realizada mesmo antes do julgamento do mérito da questão .

Com isso, será cumprida a determinação do estatuto de que a eleição seja realizada na segunda quinzena de abril. Porém, se Juvenal for eleito e a decisão final no âmbito jurídico for contrária ao atual mandatário, a eleição poderá simplesmente ser anulada e um novo pleito terá de ser marcado, sem permissão para uma nova candidatura dele.

A expectativa de Aidar é de que essa decisão final saia apenas no mês de maio. Até lá, portanto, o mais provável é que Juvenal Juvêncio já tenha assumido seu terceiro mandato, já que ele conta com o apoio maciço e declarado da maioria dos conselheiros.

Assim como Juvenal, Edson Lapolla e qualquer outro candidato de oposição também terão até a próxima sexta-feira para registrarem as respectivas candidaturas e uma plataforma de plano administrativo.

"Jogo sem importância"

Ao iG, o conselheiro Edson Lapolla, que deverá ser o candidato da oposição para enfrentar Juvenal Juvêncio nas urnas, preferiu usar da ironia para comentar a data marcada da eleição do São Paulo. "É uma pressa tão grande para eles marcarem a data que a eleição irá acontecer no mesmo dia de um joguinho sem importância e que vale para um campeonato também sem importância", disse Lapolla, referindo-se ao confronto de ida contra o Goiás, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

No documento que precisa entregar até sexta-feira, contendo sua plataforma administrativa, Edson Lapolla irá registrar que a eleição só está ocorrendo por decisão judicial e que oficialmente o resultado só será homologado após o julgamento do caso da mudança do estatuto, que corre em Brasília. Sobre o pleito do dia 20, Lapolla não tem ilusões. "Sei que irei perder", afirmou.


 

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