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Futebol
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Juvenal muda de estilo e abre os cofres por São Paulo competitivo

Clube abandona estratégia de contratar jogadores em fim de contrato e aposta em Cotia e em Luis Fabiano

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Depois de dois anos de jejum de títulos nas temporadas 2009 e 2010, o São Paulo voltou a formar um elenco que, ao que tudo indica, poderá retomar a era vitoriosa vivida entre 2005 e 2008. Para isso, porém, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, precisou mudar o estilo que o consagrou como um dirigente de muitas conquistas no clube do Morumbi.

Diretor de futebol na época dos Menudos do Morumbi, entre 1984 e 1988 e presidente pela primeira vez de 88 a 90, Juvenal reassumiu o primeiro cargo entre 2003 e 2006. Na época, como braço direito do então presidente Marcelo Portugal Gouvêa, o dirigente montou o time que dominaria o cenário nacional com a estratégia do “bom e barato”.

É possível afirmar que Juvenal Juvêncio foi um dos primeiros (senão o primeiro) dirigente brasileiro a aprender como explorar a Lei Pelé. Prova disso é o time que conquistou o tricampeonato Mundial em 2005, diante do Liverpool. Pelo menos oito jogadores do time titular naquela partida chegaram ao São Paulo praticamente sem custos, por estarem no final de seus contratos: Cicinho, Fabão, Júnior, Mineiro, Josué, Danilo, Amoroso e Danilo.

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O veterano camisa 10 Rivaldo foi o primeiro a ser apresentado por Juvenal Juvêncio no esquema de marketing bancando um reforço

A partir de 2006, já como presidente, Juvenal manteve a estrutura básica desse time e, com poucos reforços trazidos pela mesma estratégia, manteve a força e conseguiu conquistar o tricampeonato brasileiro consecutivo, façanha até então inédita no país.

Alguns exemplos de jogadores contratados nessas condições no período foram Miranda, Ilsinho, Alex Silva, Souza, Leandro, André Dias, Jorge Wagner e Richarlyson. O atacante Dagoberto é uma das poucas exceçõs no período. Depois de um longo namoro com o atual camisa 25 e uma novela na disputa com o Atlético-PR, o São Paulo pagou R$ 5 milhões para adquirir os direitos federativos do jogador.

Contudo, à medida que os adversários “aprenderam” o estilo do São Paulo e de Juvenal Juvêncio de contratar, as coisas se complicaram. A concorrência por bons jogadores com seus contratos se aproximando do final ficou cada vez maior e o clube do Morumbi, sempre com o discurso de “não fazer loucuras”, acabou encontrando dificuldades para encontrar as peças ideais para reforçar o elenco.

Por isso, em 2011, Juvenal adotou um novo estilo. Para começar, desde o meio do ano passado, o presidente passou a afirmar que o elenco profissional seria em grande parte formado por jogadores vindos do Centro de Formação de Atletas (CFA) de Cotia. Hoje, dos 32 jogadores do elenco profissional, 10 foram revelados no local nos últimos anos.

Considerando também os “pratas da casa” mais antigos, o número é ainda maior. Somente na provável equipe titular do técnico Paulo César Carpegiani para o jogo do próximo domingo, contra o Grêmio Prudente, são cinco jogadores, quase metade do time: Rogério Ceni, Jean, Casemiro, Lucas e Juan.

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A contratação de Luis Fabiano, por mais de R$ 17 milhões, fugiu completamente da estratégia normalmente adotada por Juvenal nos cinco anos de seus dois primeiros mandatos

O passo fundamental na mudança de estilo de Juvenal Juvêncio em sua política de concentrações, porém, foi outro. Para trazer um reforço de peso que elevasse consideravelmente o nível do elenco comandado por Carpegiani, o São Paulo finalmente aderiu à estratégia já utilizada por muitos rivais de explorar ações de marketing como fonte de receita diretamente ligada a uma contratação.

Essa tendência já havia sido demonstrada com a chegada do veterano camisa 10 Rivaldo, em janeiro. Mas chegou ao auge quando, por mais de R$ 17 milhões, o São Paulo acertou a contratação do atacante Luis Fabiano, que estava no Sevilla, da Espanha. O valor será pago ao longo dos quatro anos de contrato, com pacotes especiais do programa Sócio Torcedor e diferentes cotas de patrocínios a serem vendidas para empresas interessadas.

A cerca de um mês das eleições no São Paulo, mesmo que ainda não tenha oficializado sua candidatura, Juvenal passou a contar com o melhor cabo eleitoral possível para concorrer ao terceiro mandato consecutivo. Um atleta de alto nível, ainda com mercado no futebol europeu e identificação total com a torcida são-paulina. E que tem tudo para ser “encaixado” por Carpegiani como a peça final da engrenagem de uma nova máquina de títulos.

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