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Juvenal Juvêncio admite uma segunda Taça das Bolinhas para o Fla

Presidente são-paulino quer resolver a questão com Patrícia Amorim. Ele também desafiou a oposição em eleição

Marcel Rizzo e Paulo Passos, iG São Paulo |

Juvenal Juvêncio disse nesta quarta-feira que se precisar devolve a Taça das Bolinhas à Caixa Econômica Federal , como determinou a Justiça, mas que depois vai buscá-la de volta. No processo que tem o Flamengo como autor e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como ré, o juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou que o São Paulo devolva o troféu à Caixa (que guardava o objeto) até esta quarta-feira.

“Se for obrigado devolvo, mas depois vou lá pegar de volta. Eu pretendo conversar com a Patrícia (Amorim, presidente do Flamengo) para falar sobre o assunto. Ela tem uns assessores que fica um pouco refém, gente de torcida, mas quero ter um encontro a dois com ela para resolver isso. Se o São Paulo ficar com a taça faço duas (e dá a outra ao Flamengo), mas o Flamengo só vai fazer uma”, disse Juvêncio, na sede do Clubes dos 13, em São Paulo, onde participou de reunião sobre direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Ele questionou o poder de a CBF para dar o título do Brasileiro de 1987 ao Flamengo, dividido com o Sport, o que tornaria o clube carioca o primeiro pentacampeão nacional e detentor definitivo da Taça das Bolinhas.

“A CBF não organizou o Brasileiro de 1987, quem organizou foi o Clubes dos 13, criado naquela ocasião por desavenças com a entidade. Como a CBF organiza um campeonato A e depois decide quem é o campeão da B”, disse Juvêncio. A CBF, em 1987, patrocinou o módulo amarelo vencido pelo Sport, enquanto o C13 o módulo verde, ganho pelo Flamengo (os clubes do verde se recusaram a enfrentar os do amarelo no que seria a decisão do Brasileiro).

Gazeta Press
Juvenal Juvêncio observa a Taça das Bolinhas, que o São Paulo recebeu no dia 14 de fevereiro, na sede da Caixa Econômica Federal
O diretor jurídico do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla avisou que o clube não faz parte do processo movido pelo Flamengo contra a CBF e, por isso, tem a intenção de continuar com o troféu. Aliado do São Paulo no Clubes dos 13, o presidente da entidade, Fábio Koff, acha que o Flamengo deve ficar com o troféu porque o Brasileiro de 87 tem que ser considerado. Mas brincou com a "importância" do assunto. "Essa taça vale R$ 3 bilhões, não é?", disse se referindo ao valor de direitos de transmissão do Brasileiro que está sendo discutido.

Eleição
Juvenal disse também que ainda pretende concorrer à reeleição. No momento, uma liminar da oposição o proíbe de participar, já que não poderia ter um terceiro mandato. A situação entende que seria o segundo, já que a mudança no estatuto ocorreu durante o mandato de Juvêncio. Ele desafiou os oposicionistas.

“Diga um conselheiro que vai votar no candidato da oposição (Edson Lapolla), além dele , é claro? Todos estão rezando para eu ficar fora, mas eu vou ficar dentro. Desejando vou sair candidato e ganhar a eleição. Não aposte o contrário”, disse.

O presidente são-paulino, mais uma vez, criticou o estádio que o Corinthians pretende construir em Itaquera, distrito da zona leste de São Paulo, e que foi escolhido pela Fifa para representar a cidade na Copa do Mundo de 2014 no lugar da primeira opção, o Morumbi, campo do São Paulo.

“A Copa das Confederações é amanhã (2013) e a Copa do Mundo depois de amanhã. Não temos tempo de construir o estádio. Leva um ano para o Ministério Público liberar por questões ambientais. E a bacia hidrográfica? E as desapropriações? E o metrô, a linha vermelha está saturada. O sujeito precisa ir na contramão, do Tatuapé voltar para Itaquera para conseguir sentar”, disse Juvêncio, que trava uma “batalha” com o presidente corintiano Andrés Sanchez desde 2009, quando limitou a quantidade de ingressos para os corintianos em um clássico no Morumbi. “Nossa casa (na Copa) ainda será o Morumbi”.

Ele contou que se reuniu na segunda-feira com diretores de uma multinacional interessados em patrocinar o custo da cobertura do Morumbi, que era uma das exigências da Fifa para que o estádio recebesse jogos da Copa do Mundo de 2014. "Estou otimista que teremos boas notícias em breve", disse Juvêncio. Somente a cobertura está orçada em R$ 60 milhões.

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