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Juninho marca, mas a festa é do líder Corinthians no Pacaembu

Corinthians vence por 2 a 1, chega a 19 pontos, e confirma arrancada fulminante no Brasileiro

Bruno Winckler, iG São Paulo |

nullA festa estava armada para Juninho Pernambucano, mas o Corinthians fez valer sua melhor campanha e seu ótimo rendimento neste Brasileirão para confirmar a melhor campanha da história dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Em um grande jogo no frio Pacaembu, o Corinthians fez 2 a 1 no Vasco , que, mesmo com um gol do “Reizinho” Juninho Pernambucano, não conseguiu ter sua festa completa.

Veja a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro

A estrela de Ralf e Paulinho, volantes incansáveis do Corinthians, brilhou mais forte e com um gol de cada um o time paulista chegou a 19 pontos em 21 disputados. Nunca, desde 2003, um time conseguiu um aproveitamento igual nos sete jogos iniciais do Brasileirão: são mais de 90%, com um detalhe: o Corinthians tem um jogo a menos que seus rivais.

O Corinthians agora defende sua ótima campanha contra o Atlético-GO, em Goiânia, no domingo. Já o Vasco, que se mantém com 11 pontos, tenta sua reabilitação em casa, contra o Internacional, no sábado. O time carioca perdeu da última vez que jogou em São Januário, para o Cruzeiro, há duas rodadas.

O jogo
O reencontro de Juninho com a torcida do Vasco não poderia ter sido mais “monumental”, como gosta de lembrar o próprio vascaíno dos gols de falta do meia. Na primeira bola parada a favor do Vasco, aos dois minutos, na intermediária do campo corintiano, o “Reizinho” ajeitou com carinho e mandou uma bomba para o gol de Júlio César. Desatento, o goleiro foi traído pelo toque da bola no chão e viu o Vasco abrir o placar. Festa completa para a minoria cruzmaltina no Pacaembu. O gol, contudo, foi quase tudo que o Vasco fez no primeiro tempo.

O Corinthians sofreu o baque. Demorou alguns minutos para retomar as rédeas do jogo, geralmente de sua posse quando atua no Pacaembu. Mas logo aos 10 minutos conseguiu assustar o Vasco. Ralf aproveitou uma bola que sobrou na entrada da área e chutou colocado no ângulo esquerdo de Fernando Prass, que fez ótima defesa.

O meio campo vascaíno, com apenas um volante de marcação – Rômulo – acabou deixando vários espaços para a chegada corintiana. E assim, o Corinthians dominou todo o primeiro tempo.

Assim como estava escrito que a volta de Juninho ao Vasco seria premiada com um gol, a reação do Corinthians também teve em Ralf sua marca. O volante, há muito tempo uma referência para o time, já havia assustado Prass, já havia feito a torcida sair do chão após um drible “da vaca” em Eder Luis e um toque de calcanhar na sequência. E aos 21 minutos, após uma pressão constante corintiana, ele acertou um chute forte rasteiro e sem chance para o goleiro vascaíno, que chegou a tocar na bola.

O gol tranqüilizou a sanha corintiana, mas não mudou o cenário do jogo. Com o placar igual, a equipe Tite controlou seu ímpeto e diminuiu o sufoco que impunha contra os vascaínos. O Vasco, porém, mesmo com mais espaço, sofria para chegar ao gol corintiano. Felipe, Diego Souza e Juninho eram bem controlados e não ajudavam na marcação. Era a senha para a virada corintiana, que apesar de desenhada, não veio fácil.

O Corinthians seguia melhor, mas num contra-ataque puxado por Fagner, aos 39 minutos, o lateral-direito por pouco não colocou o Vasco em vantagem. A sorte que faltou ao vascaíno, porém, sobrou para o corintiano Paulinho. Com a marcação falha do Vasco, o volante invadiu a área aos 41 minutos e chutou no canto direito de Fernando Prass.

A virada corintiana fez justiça ao que se viu no jogo. Foram mais 65% de posse bola para o Corinthians e 11 finalizações contra apenas três do Vasco. Antes do fim do primeiro tempo, Juninho chutou mais uma falta com perigo, mas desta vez Júlio César pulou bem e espalmou para escanteio.

O “Reizinho” foi para o vestiário de cabeça baixa, apesar do gol. “Para falar a verdade, eu preferia estar ganhando o jogo. Vamos esperar que no segundo a gente consiga reverter o resultado”, disse Juninho.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes preferiu manter a formação, mas diferente do que se viu o primeiro tempo, os meias criativos do Vasco se comprometeram mais com a marcação. Assim, com o jogo mais equilibrado, o Vasco chegou com mais perigo e foi melhor até os 20 minutos. Na melhor chance, Juninho alçou bola na área e Alecsandro cabeceou rente á trave direita de Júlio César.

Tite tentou responder aos 19 minutos trocando Willian por Emerson. O primeiro fazia um bom jogo, mas cansou-se e o técnico corintiano optou por dar fôlego novo ao time.Do lado vascaíno, Ricardo Gomes respondeu com a entrada de Bernardo na vaga de Diego Souza, com atuação muito apagada. Juninho suportou até os 28, quando saiu para dar lugar a Allan.

O Vasco continuou melhor, e contou com uma noite infeliz de Júlio César, que por sorte, não sofreu mais um gol. Primeiro, em cruzamento de Bernardo, o goleiro soltou a bola na pequena área e Felipe por pouco não completou para o gol. Já nos acréscimos, em bola alçada na área por Bernardo, o goleiro não interceptou a trajetória da bola que beijou sua trave esquerda. O líder teve sorte e manteve sua ótima campanha no Brasileiro.

Milton Trajano
A festa pela volta de Juninho Pernambucano ao Vasco foi melada por Tite e companhia


FICHA TÉCNICA – CORINTHIANS 2 x 1 VASCO
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 6 de junho de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: José A. Chaves Franco Filho e Marcelo Bertanha Barison (ambos do RS)
Cartões Amarelos: Fábio Santos (COR); Fagner, Márcio Careca (VAS)
Renda: R$ 957.015,50
Público: 28.453 pagantes

Gols: Juninho Pernambucano, aos 2 minutos, Ralf aos 21 e Paulinho, aos 41 minutos do 1º tempo

CORINTHIANS: Júlio César; Welder, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Alex); Jorge Henrique (Edenílson), Willian (Emerson) e Liedson. Técnico: Tite.

VASCO: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Juninho Pernambucano (Allan), Felipe e Diego Souza (Bernardo); Alecsandro e Eder Luis (Leandro) Técnico: Ricardo Gomes

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