Desabafo acontece em ano que o camisa 1 foi criticado, viu Corinthians procurar goleiro, mas acabou campeão brasileiro

Julio Cesar foi criticado por conselheiros e diretores do Corinthians que pediram ao presidente Andrés Sanchez, além da demissão do técnico Tite, a contratação de um goleiro quando o time foi eliminado pelo Tolima na primeira fase da Libertadores. O “novo” camisa 1 não chegou, Julio ficou e foi campeão - do time titular era o único jogador formado nas categorias de base do clube, que passa por má fase em revelar jogadores.

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“Já provei mais de mil vezes que posso ser o goleiro do Corinthians. Não tenho que ficar respondendo aqui no microfone. Uma vez vi uma entrevista do Ronaldo que ele disse isso: tenho que responder dentro de campo. E eu fiz isso, é só ver os números: defesa menos vazada (36, contra 39 do Palmeiras), boas atuações nesta reta final, com defesas importantes”, disse Julio, que deixou o Pacaembu com boné na cabeça, virado para trás, e a camisa comemorativa do título no peito.

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Em entrevista após a partida, o vice-presidente Roberto de Andrade, que vai assumir a presidência dia 15 de dezembro, quando Andrés Sanchez deixa o cargo (ele assume a diretoria de seleções da CBF em janeiro), disse que o clube não pensa em procurar goleiro e que Julio será "o homem” da posição na Libertadores em 2012.

“Fico feliz em ouvir isso, porque quero marcar ainda mais meu nome na história do Corinthians. O time está próximo de conquistar uma Libertadores, vamos para o terceiro ano seguido e está chegando. Quero estar no time quando isso acontecer”, disse o goleiro.

Ele contou que acordou 7h30 da manhã deste domingo, no hotel no qual os jogadores estavam concentrados, e não conseguiu mais dormir. “Pensa num cara ansioso, era eu. Mas dentro de campo correu tudo bem. E eu admito que comemorei mesmo antes de o jogo acabar, quando soube que o jogo no Rio tinha acabado (1 a 1 Flamengo e Vasco, o que garantiu o título ao Corinthians independentemente do que aconteceria no Pacaembu)”, disse. Julio foi o primeiro jogador a correr em direção à torcida assim que o jogo acabou, antes mesmo de abraçar seus companheiros.

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