Confiança no bom momento vivido pelo goleiro é tamanha que ele não evita comparações com ídolo dos anos 90

O goleiro Julio Cesar já se sente seguro como titular do Corinthians. Aos 26 anos, ele não cria polêmicas, mostra sinceridade e ponderação ao conceder entrevistas e atualiza frequentemente o Twitter para agradecer a Deus e conversar com os fãs. A confiança é tamanha que o prata da casa não teme as comparações com Ronaldo, ídolo que defendeu o clube entre 1987 e 1998.

"Desde que o Ronaldo foi embora, existia a preocupação de formar um novo goleiro da casa. O Corinthians fez muitos goleiros bons nos últimos anos, mas eles não se firmaram. Agora, estou conseguindo o meu espaço", vibrou Julio Cesar.

A partir da saída de Ronaldo, todos os goleiros formados pelo Corinthians enfrentaram cobranças para repetir a sua trajetória de sucesso. Bastava um deles despontar nas categorias de base para ser obrigado a responder perguntas sobre o ídolo. Rubinho, Marcelo, Renato e Tiago foram alguns dos que tentaram e não alcançaram a mesma longevidade do hoje comentarista esportivo. "Falava-se que a escola de goleiros do Corinthians não era boa, mas isso não é verdade", defendeu Julio Cesar.

O Corinthians, então, passou a apostar em goleiros vindos de outros clubes. O ex-cruzeirense Dida chegou ao Parque São Jorge e conquistou a torcida. Felipe, ex-Bragantino, só não permaneceu por mais tempo porque se desentendeu com o presidente Andrés Sanchez e transferiu-se para o Sporting Braga, de Portugal. Era a oportunidade que Julio Cesar esperava.

O paraguaio Aldo Bobadilla até foi contratado para repor a saída de Felipe, porém não teve oportunidades de jogar. Julio Cesar provou o seu potencial no Campeonato Brasileiro: sofreu apenas dois gols nas últimas oito rodadas. "O Tite tem uma grande parcela para isso ter acontecido, pois ele deixou o setor defensivo mais consistente. Todo o time ajuda a marcar", afirmou o prata da casa.

Para Julio Cesar, a boa fase pessoal no Corinthians pode incentivar outros clubes a apostarem nos goleiros de suas categorias de base. "A tendência é essa. Antigamente, achavam que só os goleiros velhos eram bons. Hoje, muita gente está se firmando com 20 anos. Não tenho mais essa idade, mas acho importante dar segurança para os pratas da casa", disse.

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