Presidente da CBF teria cometido crime de desobediência anulando a votação para a presidência da Federação local

Ricardo Gentil Eulálio Dias, titular da 5ª Vara Cível de Teresina (PI), negou o pedido de prisão de Ricardo Teixeira , presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), feito pelo vice-presidente da FFP (Federação de Futebol do Piauí), Alfredo Ferreira Neto.

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Segundo Ferreira Neto, Ricardo Teixeira havia cometido crime de desobediência, pois o mandatário divulgou uma portaria anulando a votação para a presidência da FFP, realizada em novembro. Para Ricardo Gentil, porém, o pedido é "juridicamente impossível", fazendo com que o processo fosse indeferido.

A decisão de Ricardo Teixeira não considerar a votação foi tomada de acordo com acusações do Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí, que apontou irregularidades durante o processo. Com isso, a CBF convocou novas eleições para acontecerem no prazo de 45 dias, a contar do comunicado, divulgado na última sexta-feira.

Enquanto as novas votações não acontecem na Federação de Futebol do Piauí, a CBF nomeou uma comissão especial com "amplos poderes para tomar as medidas necessárias para pronto restabelecimento da normalidade do funcionamento dos poderes e órgãos da FFP". Os escolhidos para gerir a Federação foram Ednaldo Rodrigues Gomes e Antonio Carlos Nunes de Lima, presidentes das Federações Baiana e Paraense de Futebol, respectivamente.

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