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Jogadores do Flamengo fazem pacto contra crise por classificação

Atletas conversam na concentração em Sucre, na Bolívia, e selam acordo para que problemas, por ora, sejam deixados de lado

Vicente Seda, enviado iG a Sucre |

Apesar de todos os problemas que cercam o clube desde o início da pré-temporada em Londrina, no dia 4 de janeiro, o Flamengo chega para enfrentar o Real Potosí, nesta quarta-feira, pela Libertadores, aparentemente com a cabeça no lugar. Os sinais de mudanças no ambiente são evidentes. Ronaldinho Gaúcho voltou a sorrir e brincar com a bola nos treinos; Vanderlei Luxemburgo grita e cobra como nunca; jogadores que preferiram se calar e não dar entrevistas, como Willians e Renato Abreu, voltaram a falar sem problemas. As conversas internas na concentração do Flamengo fizeram efeito.

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Alexandre Vidal/Fla Imagem
Luxemburgo e Ronaldinho: clima de paz volta a reinar no Flamengo

Uma espécie de pacto partiu dos próprios jogadores, no sentido de não permitir que eventuais turbulências externas interfiram no desempenho da equipe e coloquem em xeque a classificação para a fase de grupos da Libertadores, objetivo pelo qual o time lutou em toda a temporada 2011. Até mesmo Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo, cujo cargo está ameaçado por atritos com a diretoria e especialmente por pressão da estrela do time e de seu empresário, Assis, chegaram a posar para uma foto juntos, ambos sorrindo.

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“Independente do que vem acontecendo, tem que esquecer e buscar essa vitória, que é o mais importante. Tem essa conversa sim. Como vocês, somos trabalhadores, viemos para cá trabalhar e fazer um bom jogo. Ninguém se queixou da altitude porque a gente está se adaptando. Sentimos um pouco o frio, começou a ventar, chover em Potosí, mas acredito que estamos bem preparados”, disse Willians.

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Ao voltar para a frente dos microfones, Renato afirmou não ter se omitido, apenas ter preferido ficar calado para evitar problemas maiores. “Há momentos na vida que a gente tem de refletir e pensar, falar com transparência, e a minha atitude poderia prejudicar. Preferi ficar calado. Não é que me omiti, conheço bem o grupo, os problemas não eram com os jogadores, mas com a parte interna do clube. Sempre falei nos momentos difíceis, mas achei que não era o momento”, concluiu.

O zagueiro David Braz, que ganhou a vaga na zaga após o afastamento de Alex Silva, que abandonou a delegação em São Paulo antes da viagem para a Bolívia, discursou no mesmo tom. “A gente procura deixar os problemas de lado, a gente quer entrar no grupo da Libertadores. Todo dia a gente vem conversando. Todo mundo sabe da união desse grupo, a gente procura conversar entre nós. Temos de pensar no jogo e depois a gente vê o que acontece”.

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