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Futebol
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Jogador da Fiorentina tem nome de Maradona e Sócrates

Jackson Beckham Diego Sócrates da Silva de Jesus é atacante do time de juniores da equipe italiana

AE |

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Alguém que recebe no registro de nascimento os nomes Beckham, Diego (de Maradona) e Sócrates com quase toda certeza vai ser jogador de futebol quando crescer. Afinal, herda, ainda que involuntariamente, a paixão do pai pela bola. É exatamente essa lógica que levou um garoto nascido em Araguaína, no Tocantins, aos campos. Bem longe do Brasil. Jackson Beckham Diego Sócrates da Silva de Jesus é atacante do time de juniores da Fiorentina.

Jackson acaba de fazer 17 anos. Está na Itália desde os 11. Foi descoberto por um olheiro do time quando estava dando os primeiros passos na bola, então no Rio de Janeiro. "Eu treinava no CT do Pedrinho (Vicençote, ex-lateral do Vasco, Palmeiras e de times italianos) e foram lá me ver. Gostaram e lá fui eu", contou o garoto.

Ele revelou que sabia que sua vida seria ligada ao futebol desde que se entende por gente. Não só pelo nome. Era o desejo do pai para seu único filho homem - Jackson tem duas irmãs. "Eu comecei numa escolinha do Internacional em Brasília. Aí, quando tinha 10 anos ocorreu uma seletiva, no Paraná, para a escolinha do Pedrinho. Fiz a seletiva e fui aprovado".

Então, lá foi Jackson Beckham Diego Sócrates para o Rio. Treinava no CT todos os dias pela manhã e à tarde estudava numa escola pública. Até aparecer a Fiorentina. "Também tinha interesse do Treviso e do Padova. Mas a Fiorentina é da série A, né?", justificou a escolha.

Tutor
Como tinha apenas 11 anos, para que ele pudesse ir para a Europa, a Fiorentina arranjou-lhe um tutor. "Começamos a pessoa na hora em que meus pais assinaram o documento permitindo (que ele passasse a viver sozinho na Itália), mas deu tudo certo".

Reprodução/Sky
Jackson Beckham Diego Sócrates da Silva de Jesus, atacante da Fiorentina
Na Itália, Jackson vive dura rotina. Das 8 da manhã às 2 da tarde, ele estuda (cursa o equivalente ao terceiro ano do ensino médio no Brasil e já fala o italiano fluentemente). Sai da escola direto para o treino, que vai até às 7 da noite. Quarenta e cinco minutos depois, janta. Em seguida, é hora de dormir. "Diversão é pouca. A gente pode sair domingo, depois do jogo, e na segunda-feira tem folga. O resto do tempo é estudo e trabalho", relatou.

Jackson não reclama. Ao contrário, assinou no ano passado um novo contrato com a Fiorentina, que vai até junho do ano que vem. Diz que ganha salário mínimo italiano (1.800 euros, cerca de R$ 4.110) e pretende chegar ao time de cima. "Estou bem lá, o futebol italiano é mais tático do que no Brasil. Gosto de jogar na Itália, embora aqui no Brasil se tenha mais espaço (dentro de campo)".

Alto - tem 1,82 metros -, Jackson se define como um atacante veloz, de boa técnica, que prefere o "jogo pelo chão". "Não gosto de jogadas pelo alto", admitiu. Também prefere atuar pelas beiradas do campo, embora diga que se adapta bem à função de segundo atacante pelo meio.

Desde que se mudou para Firenze, vem ao Brasil apenas duas vezes por ano. E seus pais foram à Europa somente quando assinaram o documento permitindo sua ida para a Fiorentina.

O pai fã de craques de Jackson integra uma dupla que compõe e canta músicas religiosas. A mãe cuida da casa em Anápolis, Goiás, onde a família mora atualmente. No momento, Jackson está no Brasil, passando férias, desde o dia 13 de julho - fez aniversário um dia antes. Fica até 27 de julho.

O nome extenso e cheio de referências a boleiros famosos não incomoda Jackson Beckham Diego Sócrates da Silva de Jesus. "Não acho estranho, meu pai quis homenagear os caras de quem era fã", disse. A saudade, sim, o incomoda um pouco. "Mas falo sempre por telefone com meus pais. Com minhas irmãs e amigos, uso MSN, Orkut, Facebook... Comunicação não falta", garantiu

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