Técnico se isola no vestiário e afirma que time sofreu um ‘castigo’ forte demais na Libertadores

Joel Santana gesticula com os jogadores do Fla na vitória do time carioca, porém a equipe foi eliminada da Libertadores
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Joel Santana gesticula com os jogadores do Fla na vitória do time carioca, porém a equipe foi eliminada da Libertadores
O técnico Joel Santana não se cansa de dizer que conhece o futebol. E foi por conta dessa experiência que não vibrou no gramado do Engenhão quando, logo após o apito final, o Olimpia empatou a partida no Paraguai. Enquanto os jogadores do Flamengo comemoravam no campo, o treinador se trancava no vestiário. Sabia que enquanto a partida dos rivais não terminasse, não dava para festejar. E estava certo. O gol do Emelec aos 48 minutos do segundo tempo, jogando no Defensores del Chaco , ele deixou para os “deuses do futebol” explicarem.

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“Eu fechei a porta, alguns profissionais estavam muito empolgados. Mas já aprendi na vida. Enquanto não termina eu não comemoro. A primeira coisa que fiz foi entrar, me trancar e esperar o que ia acontecer. Sempre é assim. Até achei que o Olimpia faria um gol porque estava dentro de casa, e acabou sendo o Emelec. Depender dos outros nunca é bom, mas às vezes a competição faz isso. O sofrimento não é de hoje, é de duas, três rodadas atrás. Não vi o jogo deles não, não adiantaria nada”, lamentou o treinador do Flamengo .

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Mesmo com toda a experiência, Joel afirmou nunca ter vivido uma situação como a desta quinta-feira. Se disse perplexo e considerou o “castigo” muito forte.

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“Difícil, nunca tinha participado de uma situação como essa. Coisas incríveis aconteceram no nosso grupo. A equipe que todo mundo menos acreditava acabou se classificando em função de outros resultados que ajudaram. Não que eles conquistaram, mas que outros deixaram de fazer, principalmente nós. O futebol de vez em quando nos deixa perplexos. Fomos castigados com muita força, a pancada foi forte demais, de repente alguma coisa boa vai acontecer mais para frente. Gol aos 48 minutos do segundo tempo, fora de casa? Os deuses do futebol podem explicar melhor do que eu”, afirmou.

O técnico não considerou vexame cair na primeira fase da Libertadores , mas afirmou que a forma como a eliminação aconteceu serve de aprendizado. “Não foi vexame, vexame é muito forte. No futebol o que fica é o resultado final. Vamos analisar dentro do resultado final. Nos deixa chateados, aborrecidos, até pela atuação que tivemos hoje. Tivemos muito mais momentos jogando bem do que jogando mal. Falhamos em coisas que dificilmente você acredita. Tudo na vida é um aprendizado, esse é mais um”. 

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