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Acusações apresentadas pela BBC indicavam que Ricardo Teixeira, Nicolás Leoz e Issa Hayatou receberam dinheiro da ISL, que chegou a ser a empresa de marketing da Fifa

O presidente da fracassada candidatura do Japão à Copa do Mundo de 2022 disse que as reportagens publicadas na imprensa britânica sobre suborno entre dirigentes da Fifa prejudicaram as possibilidade da Inglaterra sediar o torneio em 2018.

"O que posso dizer é que as notícias certamente tiveram uma influência na candidatura da Inglaterra", afirmou Junji Ogura, que foi um dos 22 membros do Comitê Executivo da Fifa que votaram na semana passada e definiram a Rússia como sede da Copa do Mundo de 2018.

O Japão tentou receber o Mundial de 2022, mas foi derrotado pela candidatura do Catar. Dois membros do Comitê Executivo da Fifa foram suspensos depois que a imprensa inglesa revelou que eles estariam dispostos a vender o voto. Além disso, antigas acusações de corrupção ressurgiram na semana da votação, realizada em Zurique.

As acusações apresentadas pela BBC indicavam que Ricardo Teixeira, Nicolás Leoz e Issa Hayatou receberam dinheiro da ISL, que chegou a ser a empresa de marketing da Fifa. A ISL quebrou em 2001, afetada por dívidas e sob acusações de fraudes. A Fifa respondeu que o caso foi definido por um tribunal suíço em 2008, sem que qualquer dirigente fosse condenado.

Ogura garantiu que não recebeu qualquer oferta de suborno, e ressaltou não ter qualquer prova de que algum dirigente tenha aceitado, apesar das recentes acusações de que três membros do Comitê Executivo da Fifa teriam recebido recursos financeiros.