Venda do clube italiano para investidor chinês por R$ 2,4 bilhões colocou fim na Era Berlusconi, época na qual o time viveu seus momentos mais vitoriosos

Silvio Berlusconi, presidente do Milan, controlou o clube por mais de três décadas
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Silvio Berlusconi, presidente do Milan, controlou o clube por mais de três décadas

A operação de venda do Milan para o investidor chinês Li Yonghong, concluída em abril de 2017, pode estar na mira da Justiça da Itália. Segundo informações do jornal La Stampa , a promotoria de Mião já tem um inquérito aberto para investigar se a operação de 740 milhões de euros (R$ 2,8 bilhões) possa ter sido fraudada para encobrir lavagem de dinheiro .

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Na negociação de compra, havia o pagamento de 200 milhões de euros extras para pagamentos de dívidas do Milan . O comprador foi Li Yonghong, que também é dono da holding Rossoneri Sport Investment Lux, que hoje detém 99,93% do clube italiano. O grupo comprou para da Fininvest no clube, holding do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. O ex-premier, inclusive, controlou o time por mais de 30 anos, período em que viveu sua era mais vitoriosa.

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De acordo com a publicação, o valor da venda teria sido "inflado" em 300 milhões de euros. Assim, uma parte do montante teria retornado à Itália , em uma transação de lavagem de dinheiro. O responsável pelo inquérito, o promotor Fabio De Pasquale, já investigou Berlusconi no passado em crimes de fraude fiscal e direitos televisivos. No entanto, o Procurador-geral de Milão, Francesco Greco, alegou não existir nenhum inquérito do Estado aberto contra o Milan, negando a reportagem do jornal local.

Em comunicado, o La Stampa  garantiu que possui provas, obtidas através de duas fontes, sobre a abertura do inquérito. A investigação, no entanto, poderá prejudicar Berlusconi, líder do partido Força Itália, nas eleições marcadas para 4 de março de 2018, quando será formado um novo governo no país.

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Era Berlusconi no Milan

O Milan foi presidido por Silvio Berlusconi há mais de 31 anos, período no qual viveu sua época mais vitoriosa, com cinco títulos da Liga dos Campeões, oito campeonatos italianos, um da Copa da Itália e três no Mundial de Clubes. Uma das filhas do ex-ministro, Barbara, ainda permanece ligada ao clube, como presidente da Fundação Milan.

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