Perante à corte do Brooklyn, o advogado de Marin, Charles Stillman, diminuiu o papel do cartola brasileiro no escândalo de corrupção da Fifa

A fase principal do julgamento do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin começou nesta segunda-feira, em Nova York , nos Estados Unidos, e a defesa do cartola apontou que Marco Polo del Nero, atual presidente da entidade que rege o futebol nacional, era quem já mandava.

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José Maria Marin e Marco Polo Del Nero já foram muito amigos. Hoje, Marin acusa Del Nero em julgamento nos EUA
Divulgação/CBF
José Maria Marin e Marco Polo Del Nero já foram muito amigos. Hoje, Marin acusa Del Nero em julgamento nos EUA

Perante à corte do Brooklyn, o advogado de Marin , Charles Stillman, diminuiu o papel do cartola brasileiro no escândalo de corrupção da Fifa , afirmando que era Marco Polo Del Nero, então vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), que representava o Brasil na entidade que comanda o futebol no mundo.

Segundo a defesa, o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol, que também está sendo indiciado pelas autoridades norte-americanas, era a "grande figura" do futebol brasileiro e José Maria Marin foi apenas um "substituto temporário". O advogado chegou a comparar a corrupção no futebol internacional a um jogo de futebol infantil do qual Marin não participou.

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"Ele era como o jovem do lado de fora do campo, colhendo margaridas e olhando ao redor enquanto outros estavam correndo a pleno vapor", afirmou.

Além do cartola brasileiro, também serão julgados o peruano Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, e o paraguaio Juan Ángel Napout,  ex-presidente da Conmebol e da Associação Paraguaia de Futebol, todos envolvidos no escândalo que abalou a imagem da Fifa em 2015.

De acordo com Keith Edelman, procurador-assistente dos EUA, os três fizeram parte de uma conspiração para aceitar propinas de empresas de marketing esportivo em contratos de transmissão de TV na Copa do Brasil, Copa América e Copa Libertadores. "Os acusados trapacearam o esporte para encher seus bolsos com dinheiro que deveria ter sido gasto para beneficiar o jogo, não a si mesmos", pontuou.

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Situação

Desde novembro de 2015, José Maria Marin está cumprindo prisão domiciliar em um luxuoso prédio de Manhattan após grande esquema de corrupção na entidade máxima do futebol descoberto no início do mesmo ano.

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