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Internacional tem duas opções para reformar o estádio Beira-Rio

Conheça como são e os prós e contras das propostas que estão dividindo opiniões dentro do clube gaúcho

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

Gabriel Cardoso
Presidente deixará que os conselheiros escolham
O Inter está diante de uma difícil escolha para o futuro. No dia 14 de março, no máximo dia 15, o clube terá de optar por qual maneira seguirá fazendo as reformas no estádio Beira-Rio. São três opções, mas duas delas são as mais fortes e estão polarizando as opiniões. Entenda o caso:

Depois de muito estudar e avaliar o caso a atual diretoria chegou a uma opção que considera a mais viável: Contratar uma empreiteira e esta tomar conta das obras. Fechando este contrato, seria determinado um valor de R$ 280 milhões para entregar o Beira-Rio pronto até o fim de 2012, construir um prédio de estacionamento, um shopping e um centro de treinamento.

O presidente Giovanni Luigi e seus companheiros de comando entendem que desta forma o clube conseguiria separar bem as obras do futebol. A empreiteira Andrade Gutierrez cuidaria das reformas e os dirigentes manteriam o foco na montagem do time, compra e venda de jogadores.

Os críticos desta ideia, liderados pelo presidente Vitorio Piffero, entendem que o clube gastaria mais e ainda perderia a chance de ganhar mais dinheiro no futuro, pois boa parte da verba de venda de suítes, camarotes e cadeiras VIP iria para a construtora.

"A questão é: Como aumentar o rendimento do patrimônio se será entregue o filé (suites, camarotes e cadeiras VIP), que são as áreas que pagam a operação e dão lucro em todos os estádios do mundo?", escreveu Piffero em seu blog.

Na análise de Piffero o modelo mais adequado é o que o clube vem mantendo até agora: Fazer as obras com recursos próprios. Nesta opção o clube gastaria menos e seguiria com toda a autonomia no estádio.

A verba viria da venda de camarotes, suítes e outros planos de marketing. E o valor da obra seria inicialmente de R$ 150 milhões. O grande empecilho deste modelo é que o clube não tem, atualmente, como dar as garantias bancárias para a Fifa, pois não tem todo o dinheiro em caixa. O planejamento de como adquirir este dinheiro foi feito, mas depende que vários fatores dêem certo. E esta é a grande crítica da atual gestão. Eles ainda argumentam que este valor de R$ 150 milhões pode aumentar muito, pois não trata-se de um preço pré-estipulado.

"Hoje o clube tem recursos para honrar as questões que já foram contratadas, mas o restante das obras necessitariam de uma verba ainda incerta. O comitê local da Fifa não tem a certeza que o Inter conseguirá alugar todas as suítes, as cadeiras vips...", argumentou Aod Cunha, executivo-chefe do Inter.

AI Internacional/Divulgação
Independente do debate, máquinas seguem trabalhando no estádio Beira-Rio
O Beira-Rio foi escolhido como estádio de Porto Alegre para sediar a Copa do Mundo de 2014 e, possivelmente, a copa das Confederações de 2013. A Fifa tem pressionado a capital gaúcha para cumprir várias etapas de preparação para o Mundial. Orlando Silva, Ministro do Esporte, visitou a cidade na semana passada e a avaliação é que as obras estão andando em bom ritmo. A única preocupação ficou por conta do Beira-Rio e as tão faladas garantias bancárias.

No mais o Inter tem conseguido cumprir os objetivos. As obras estão andando e o planejamento é que estejam prontas no fim de 2012. O clube está reformando a arquibancada inferior para que fique nos moldes exigidos pela entidade e está terminando as fundações para levantar a cobertura do estádio. Outras áreas, como a sala de imprensa, que será ampliada, também estão no cronograma. O clube achou uma alternativa para não rebaixar o gramado, que era outra das exigências. A arquibancada inferior será construída com uma nova angulação, e assim não será necessário mexer no gramado.

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