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Internacional quer Beira-Rio no calendário dos megashows

Evento realizado com Paul McCartney, no começo de novembro, fez clube reduzir inadimplência dos associados, além de atrair novos sócios

Altair Santos, especial para o iG |

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O Internacional descobriu no megashow de Paul McCartney uma solução para dar sustentabilidade ao seu quadro de sócios. Com mais de cem mil associados, o clube precisa constantemente criar fatos que estimulem o pagamento em dia e, ao mesmo tempo, atraiam novas adesões. O evento realizado dia 7 de novembro, no estádio Beira-Rio, atingiu esse objetivo.

Segundo o diretor de marketing Jorge Avancini, como o Internacional priorizou a venda de ingressos aos seus sócios, a medida reduziu a inadimplência e gerou um novo grupo de sócios. Entre as duas ações, o clube estima que pelo menos 10 mil torcedores procuraram o Beira-Rio para pôr em dias suas mensalidades ou para se associar. Surpreendeu porque, a princípio, imaginávamos que apenas reduziríamos a inadimplência, disse o dirigente.

AE
No Beira-Rio, Paul McCartney fez primeiro show da turnê "Up and Coming" no Brasil

A receita gerada por Paul McCartney no Beira-Rio foi tão boa para o Internacional que o clube já busca novos megashows para seu estádio. Segundo Avancini, eventos desta magnitude também ajudam o clube a fortalecer sua marca. No dia do show havia 400 jornalistas do mundo todo aqui, divulgando não só a presença do Paul McCartney, mas também o Internacional, comentou.

O interesse de encaixar grandes eventos na agenda do Beira-Rio levou o Internacional a projetar adaptações no estádio, que serão realizadas durante a reforma para a Copa do Mundo de 2014. O clube planeja que os novos vestiários possam ser transformados em camarins e também quer uma sala de imprensa maior, além de arquibancadas melhor adaptadas para receber shows. As reformas também devem melhorar a acústica do estádio, avalia Avancini.

O sucesso obtido com Paul McCartney, que atraiu 50 mil pessoas ao Beira-Rio, estimula o Internacional a criar uma cultura de megashows. Ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, os estádios brasileiros são pouco utilizados para esse tipo de evento. Os clubes brasileiros desenvolveram a cultura de apenas usar seus campos para o futebol. Antes, havia a alegação de que um show estragava o gramado. Hoje, com os recursos que existem, não há mais esse risco, lembra o diretor de marketing do clube.

De acordo com Avancini, o único empecilho para o Internacional é o clima em Porto Alegre. O Rio Grande do Sul só tem tempo bom cinco meses no ano, diz o dirigente. Por isso, no entender dele, a adaptação do Beira-Rio, que receberá cobertura em todos os seus setores, será importante para que o clube entre de vez no calendários dos megashows.

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