Veja detalhes do planejamento do representante brasileiro no Mundial de Clubes da Fifa, que começa dia 8 nos Emirados Árabes Unidos

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A preparação do Internacional para o Mundial de Clubes teve pré-temporada no meio do Brasileiro, trabalho diferenciado para adaptação à bola da competição, considerada uma Jabulani, a bola criticada da Copa de 2010, mais veloz e viagem a Abu Dhabi, palco do Mundial, para visitar instalações e definir o cardápio para os dez dias que a delegação ficará nos Emirados Árabes Unidos.

A logística previu uma peculiaridade que acabou gerando receita ao clube: o fretamento de um avião, que partirá de Porto Alegre no dia 8 e seguirá direto para Abu Dhabi (parando apenas em Lagos, na Nigéria, para reabastecimento). Em voo regular, a delegação teria que viajar do Rio Grande do Sul para São Paulo, de onde saem vôos regulares para Abu Dhabi.

Divulgação
Hotel no qual o Inter ficará hospedado na cidade de Abu Dhabi

Nós vamos ter mais comodidade e conseguimos pagar o vôo apenas com a venda de pacotes de jornalistas e torcedores que viajarão com a gente, explicou ao iG Adriano Loss, supervisor de logística do Inter.

O clube fechou com uma empresa espanhola. A Fifa custeia 35 passagens ¿ enviando dinheiro no valor de classe executiva. A delegação do Inter terá 50 pessoas e essa diferença foi paga pela venda dos pacotes. Serão pelo menos 50 jornalistas e 130 torcedores viajando com o clube. Alguns diretores e conselheiros foram convidados e a viagem será bancada com a sobra financeira. Não tiramos dinheiro do caixa do clube para a viagem, disse Loss.

O voo chega a Abu Dhabi no início da tarde do dia 9 de dezembro, cinco dias antes do primeiro jogo, dia 14, contra o vencedor de Pachuca, do México, e Mazembe, da República Democrática do Congo ¿ que se enfrentam dia 10. O clube estará hospedado no hotel Beach Rotana. Oos seis times de fora dos EAU ficam em diferentes hotéis, segundo a Fifa escolhidos por sorteio.

É um sorteio meio estranho, porque no ano passado o Barcelona ficou no Shangri-lá. Este ano a Inter (de Milão) está lá. Mas deve ser só coincidência, ironizou Loss. A Fifa banca 25 apartamentos a partir de cinco dias antes da competição começar até um dia depois do término. O Shangri-lá, dos hotéis credenciados pela Fifa, é considerado o mais confortável e tem uma estrutura de treinamento dentro do próprio hotel. Ou seja, os italianos não precisarão se deslocar para trabalhar no campo.

Já o Inter andará 8 km, ou 20 minutos com um trânsito razoável, do Beach Rotana o Sultan Min Bin Zayed Trainning City. É um centro de treinamento de primeiro nível, usado pelo exército do país. Tem um mini estádio, com dimensões idêntica a dos dois campões que vamos jogar. A grama também é do mesmo tipo, explicou Loss.

O hotel já recebeu as instruções sobre o cardápio que os jogadores utilizarão. O único ingrediente que a delegação levará do Brasil é feijão. Achei um pouco diferente o feijão, um pouco maior, mais grosso. Vamos levar 20 kg, disse Loss.

O retorno da delegação está agendado para o dia 19, um dia depois da final e da disputa de 3° e 4° lugares (o Inter faz duas partidas em Abu Dhabi mesmo se perder a semifinal). A volta será por Dubai, cidade mais turística dos EAU, localizada a 150km de Abu Dhabi. Quem comprou nosso pacote poderá conhecer Dubai, disse Loss.

Em campo
Se a logística está pronta, dentro de campo a preparação passou a ser voltada para o Mundial de clubes assim que o título brasileiro ficou inviável, há um mês. Os principais jogadores foram sacados das partidas e passaram por trabalho de preparação física, comandado por Fabio Mahseredjian, equivalente ao feito nas pré-temporadas.

Os exercícios foram os mesmo, mas com carga menrs do que fazemos em janeiro. Estamos em final de temporada e poderíamos machucar algum jogador, Mas eles estarão descansados e com o físico no ápice entre 14 e 18 de dezembro, data dos jogos, explicou Mahseredjian.

Para os jogadores que ficaram várias rodadas sem jogar recuperarem parte do ritmo, Roth os colocou em campo quinta-feira passada, contra o Grêmio Prudente, na última rodada do Brasileiro em jogo que foi adiantado a pedido da diretoria gaúcha.

Uma preocupação da delegação do Inter é a bola que será usada no Mundial. Fabricada pela Adidas, patrocinadora oficial da Fifa, a Speedcell tem características semelhantes à  Jabulani, bola bastante criticada durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Reprodução
Bola que a Adidas fez para o Mundial de Clubes e para o Mundial feminino

É uma bola feita para se fazer o gol. Vai contra o interesse do goleiro. Eu até brincava com os goleiros e dizia que depois de seis ou sete metros, ela toma um rumo diferente. Tem um chip antigoleiro, disse o técnico Celso Roth. O goleiro Renan, que deve ser o titular em Abu Dhabi depois de outros três (Lauro, Abbondanzieri e Muriel) serem testados criticou a bola, que também será usada no Mundial Feminino, em 2011 na Alemanha.

Para se adaptarem mais rápido, os treinamentos do titulares só eram feitos com ela, e não com a do Brasileiro, produzida pela Nike. Humberto Ferreira, auxiliar de Celso Roth, também preparou um estudo para que os atletas entendessem os efeitos dos chutes. Segundo especialistas explicaram a Ferreira, como a bola não tem várias divisões de gomos é mais lisa e, portanto, mais rápida. Em Abu Dhabi todos estarão adaptados à diferença de peso e como chutar para chegar com a força necessária, disse Ferreira.

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