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Futebol
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Inter perde para o Mazembe, e pela primeira vez um sul-americano está fora da final do Mundial

Vexame brasileiro em Abu Dhabi. Após derrota por 2 a 0 para zebra da República Democrática do Congo, brasileiros deixam estádio aos prantos. Inter disputará o terceiro lugar

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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Pela primeira vez na história de um Mundial de clubes chancelado pela Fifa, um time sul-americano está fora da decisão. E o culpado do vexame foi um time brasileiro, país com mais títulos em Copas do Mundo (cinco) e no próprio torneio por equipes (três) desde que a entidade assumiu a organização, em 2000.

O Internacional perdeu para a zebra africana Mazembe, da República Democrática do Congo (128º no ranking da Fifa), por 2 a 0, em Abu Dhabi, e está fora da disputa pelo título. Até agora, sempre a decisão tinha acontecido entre um europeu e sul-americano (com exceção de 2000, com outras regras, quando a final foi Vasco x Corinthians). Desta vez não será.

O Inter disputa no sábado, às 12h de Brasília, o terceiro lugar, contra o perdedor de Inter de Milão x Seongnam, da Coreia do Sul, semifinal que acontece nesta quarta-feira, às 15h de Brasília. A decisão ocorre também no sábado, às 15h de Brasília.

Os mais de 4 mil colorados que foram ao mundo árabe deixaram o campo sem acreditar no que viam. Celso Roth falhou nas substituições, e jogadores importantes, como DAlessandro, Kléber e o talismã Giuliano, jogaram muito mal.

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Torcida do Inter marcou presença no vexame da equipe em Abu Dhabi

Nervosos 
O Internacional atacava ,e o Mazembe se defendia no início da partida. A torcida colorada, que foi em bom número (público total foi de 22.131 pagantes), se empolgou com lances de velocidade, de troca de passes e imaginou a goleada.  Em um lance de habilidade e rapidez, Tinga recebeu na esquerda e cruzou para Rafael Sóbis, que concluiu para ótima defesa de Kidiaba, o goleiro dançarino. Seria a melhor chance do Inter, logo no começo.

Aos poucos, o ímpeto diminuiu. Talvez pela marcação forte do Mazembe, que batia com a mesma eficiência que marcava. DAlessandro sumiu na direita, Kléber não dominava as bolas pela esquerda e Sóbis se perdeu no meio dos marcadores. O camisa 11 voltava para o meio de campo, no esquema 4-3-2-1 que Celso Roth adotou para marcar o adversário sob pressão, mas que não funcionava.

Tinga era o lúcido. Com toques rápidos, ainda conseguiu deixar Alecsandro, primeiro, e Índio, depois, em condições de marcar, mas não houve sucesso. O Mazembe contra atacava, e no primeiro tempo a lentidão de Bolívar já preocupava. Em lance isolado pela esquerda, Kaluyituka correu muito mais do que o capitão colorado e quase fez o gol.

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Bem marcado, atacante Alecsandro teve poucas oportunidades no jogo

Tinga por Giuliano?
O Inter voltou com a mesma formação, mas com oito minutos tomou o baque: indecisão na zaga, entre Índio e Bolívar. Kabangu dominou dentro da área e jogou a bola no ângulo de Renan, que só ficou olhando. Festa da bandinha do Mazembe, que via o jogo no meio dos torcedores gaúchos.

Na arquibancada, a torcida pediu Giuliano, o talismã da Libertadores (foi artilheiro, mesmo reserva, com seis gols). Roth aceitou a sugestão, mas tirou Tinga. O melhor do primeiro tempo saiu, em vez de Wilson Mathias, volante estritamente marcador. Leandro Damião também entrou na vaga de Alecsandro, que jogava muito mal.

Rafael Sóbis perdeu outro gol na frente do goleiro. Giuliano, pouco depois, também, dentro da área. O Inter demonstrava nervosismo, e o goleiro fanfarrão Kidiaba virava herói em Abu Dhabi. Até jogada ensaiada dava certo para o Inter, mas na hora da conclusão era um desastre. Foi assim que DAlessandro perdeu gol quase na frente da pequena área. Chutou truncado.

Sem outro atacante no banco (somente três viajaram para os Emirados Árabes), Roth sacou Sóbis e colocou o garoto Oscar, 19 anos e meio-campista recém-chegado ao clube. O esquema passou a ser todos atacam, o Mazembe defende. 

No contra-ataque, o campeonato acabou para o Inter. Kaluyituka dominou na entrada da área e bateu rasteiro no canto esquerdo de Renan. Sem defesa. Era o fim de um sonho. Choro na arquibancada da torcida que mais valorizou um Mundial de clubes na história. Pena que dentro de campo os jogadores não corresponderam.

Milton Trajano

FICHA TÉCNICA
TP MAZEMBE-RDC 2 x 0 INTERNACIONAL

Local: Estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)
Data: 14/12/2010, terça-feira
Horário: 14h (horário de Brasília)
Público: 22.131 pessoas
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Auxiliares: Sander Van Roekel e Berry Simons (ambos HOL)
Cartões amarelos: Nkulukuta, Kasusula (TP Mazembe); Índio (Internacional)

GOLS:
MAZEMBE: Kabangu 8 minutos, e Kaluyituka, 40 minutos do segundo tempo

MAZEMBE: Kidiaba, Kasulula, Nkulukuta, Kimwaki e Mihayo; Bedi, Ekanga e Kasongo; Kaluyituka, Singuluma e Kabangu (Kanda). Técnico: Lamine Ndiaye

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kléber; Guiñazu, Wilson Mathias, Tinga (Giuliano) e DAlessandro; Rafael Sóbis (Oscar) e Alecsandro (Leandro Damião). Técnico: Celso Roth

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