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Inter e Atlético-MG tentam outra vez quebrar jejum no Brasileirão

Times de Falcão e Dorival Júnior são os grandes que estão há mais tempo na fila pelo título nacional

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre* |

Inter e Atlético-MG são os dois times dos grandes centros do futebol que estão há mais tempo sem um título do Brasileirão. Os gaúchos já ganharam três vezes, mas a última foi em 1979. Os mineiros guardam apenas uma taça em seu museu, e ela foi conquistada em 1971. Na edição de 2011, que começa neste sábado, um dos dois tentará sair da fila de espera.

O jejum do Internacional já dura 31 anos. Falcão ajudou o time a erguer a taça de campeão brasileiro em 1979. Desde então ele foi jogar na Roma, vestiu a camiseta do São Paulo, abandonou a carreira de jogador, começou a de técnico, comandou a seleção brasileira, trabalhou no México e no Japão, passou a ser integrante da imprensa esportiva, exerceu essa função por quase duas décadas, voltou a treinar o Inter....

Durante todas essas andanças de Falcão o Inter não conseguiu mais ganhar o Brasileirão. Já bateu na trave cinco vezes, sendo vice-campeão em 1987, 1988, 2005, 2006 e 2009. O maior título nacional é o que falta para um time que ganhou quase tudo nos últimos anos.

“Tivemos um grupo muito forte nos anos 70. Esse grupo também é muito forte, ainda pensamos em trazer mais jogadores para deixar o grupo ainda mais forte. Mas acho que quem ganhou Libertadores e Mundial sabe muito bem como ganhar o Brasileiro”, disse o técnico Falcão sobre o elenco do Inter.

Em dois dos três últimos vice-campeonatos (2005 e 2009) o time perdeu o título no detalhe. Em 2005 ficou três pontos atrás do Corinthians depois da anulação dos jogos e das decisões extracampo que foram tomadas; em 2009 o Flamengo ficou dois pontos na frente.

“É o campeonato mais difícil que tem. A fórmula para ganhar é não oscilar. Não pode perder ponto dentro de casa. O Inter bateu na porta nos últimos anos, ficou próximo de ganhar. Acho que o Inter tem tudo para ganhar, mas sabemos que será muito difícil”, disse o meia-atacante Zé Roberto.

O clube terá uma grande vantagem na atual edição. Pela primeira vez desde 2003 poderá se dedicar exclusivamente ao campeonato nacional. Nas últimas oito edições o Brasileirão acabou sendo deixado de lado em algum momento por causa da disputa ou da Libertadores (2006, 2007 e 2010) ou da Copa Sul-Americana (2003, 2004, 2005, 2008, e 2009), ou da preparação para o Mundial de clubes (2006 e 2010).

“A conscientização é que é um campeonato que às vezes se joga um ponto pela janela e poderá fazer falta no final. O time que consegue ter a capacidade de concentração como se todos os jogos fossem decisivos acaba tendo certa vantagem”, explicou Falcão.

Campeão brasileiro em 1971, o Atlético-MG comemora nesta edição 40 anos de sua conquista. Na época o primeiro Brasileirão. Apesar de ter chegado muito perto em outras oportunidades, foram mais 13 vezes entre os quatro primeiros colocados, sendo três vices, o time mineiro jamais voltou a figurar no topo da competição. O jejum de 40 anos acarreta pressão no trabalho atual. Na espera por uma nova grande conquista nacional, a torcida do Atlético-MG cobra do time até mais do que ele pode render dentro de campo.

Para comemorar 40 anos do título de 71 com uma nova conquista, o Atlético-MG já investiu mais de R$ 24 milhões no time de 2011 e promete mais contratações. No primeiro semestre os resultados ainda não apareceram, apesar de algumas boas partidas da equipe. Para o zagueiro Werley, o grupo do Atlético-MG é bom e pode, enfim, quebrar o maior jejum do futebol brasileiro.

“O Atlético tem um grupo muito forte, tem o time formado. Manteve o Dorival, que é um treinador que vem nos ajudando desde o ano passado. Tomara que nesse ano seja tudo diferente, Está na hora deste grupo, que é tão bom, conquistar um título de expressão”.

Para grande parte da torcida do Atlético-MG, o único título nacional tem explicação nas fórmulas de disputa do Brasileirão, que até 2002 era decidido no mata-mata. Regulamentos ruins, erros de arbitragens e até mesmo lances de azar fazem parte da história atleticana dentro do Campeonato Brasileiro. As edições de 1977 e 1985 são duas das mais lamentadas. A primeira pelo fato do time ter feito uma campanha muito superior ao São Paulo, o outro finalista. Apesar de ter dez pontos de vantagem e de estar invicto, o Atlético-MG só teve a vantagem de jogar em casa. Depois do empate sem gols, a decisão foi para os pênaltis e melhor para o time paulista.

Já em 1985, sob gestão de Elias Kalil, pai de Alexandre Kalil, o atual presidente do Atlético-MG, o clube chegou como o grande favorito ao título, depois de ter Coritiba, Brasil de Pelotas e Bangu como concorrentes nas semifinais. No entanto uma derrota no Paraná por 1 a 0 e o empate sem gols no Mineirão custaram ao time atleticano mais uma queda no Brasileirão. Porém o trio de arbitragem errou ao não validar um gol de Reinaldo, sendo que o goleiro Rafael pegou a bola já dentro do gol.

A última boa campanha foi em 2001, quando o time foi derrotado pelo São Caetano nas semifinais. A situação ficou pior depois que a competição passou a ser disputada nos pontos corridos. Além de não aparecer mais entre os quatro primeiros, o Atlético-MG até foi rebaixado, em 2005. As melhores campanhas foram em 2003 e em 2009, ambas com o sétimo lugar.

“Poderíamos fazer igual a 2009, mas diferente do finalzinho, para disputar o título e ser campeão”, disse Werley, lembrando das cinco derrotas nas últimas cinco rodadas da competição, sendo que três vitórias dariam o título ao Atlético-MG.

* Com Victor Martins, iG Belo Horizonte
 

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