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Futebol
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Inter aposta em novo time e Grêmio quer recuperar velho

Veja quais os pontos fortes de cada equipe que podem definir o clássico de domingo

Gabriel Cardoso e Hector Werlang, iG Porto Alegre |

AE
Grêmio venceu clássico dos reservas na primeira fase do Gauchão
Há quem diga que o futebol é um dos poucos esportes que não tem lógica: um time ruim pode ganhar de um bom. É uma meia verdade.

Uma equipe está mais perto da vitória se tem qualidade. Ainda mais em um clássico, partida na qual á diferença técnica pode ser compensada com força, pegada, garra e qualquer outra adjetivo que sirva de motivação.

No Gre-Nal do próximo domingo, que vale a Taça Farroupilha para o Internacional, e o título do Gauchão para o Grêmio, Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho apostarão em receitas que dão ou deram resultados para conquistar o objetivo. O iG Aponta quais são:

O Inter de Falcão

O Inter tem um novo time, Falcão mudou a maneira de jogar. A imprevisibilidade poderá ser uma arma, pois o Grêmio só poderá usar os quatro primeiros jogos do treinador para uma observação.

Algumas medidas já ficam claras. Falcão pede a compactação da equipe, e está conseguindo. Os adversários estão tendo mais dificuldade para atacar o Inter.

“Quero que os atacantes já comecem a fazer a sombra lá na frente; a bola tem que chegar lá atrás com maior tranquilidade para nós”, explicou.

A defesa foi fortalecida. O time de Falcão só levou dois gols em quatro jogos. Falcão trocou os zagueiros: saiu Índio e entrou Rodrigo. Pediu para que o lateral-direito Nei não subisse tanto. O Footstats mostra que foram 19 desarmes diante do Emelec, bem superior à média de 13 desarmes nos outros jogos da competição.

A nova postura deixa o goleiro Renan mais tranquilo. Ele fez uma defesa em cada jogo no Gauchão. Lauro teve uma média de duas defesas por partida, mas chegou a ter de fazer cinco intervenções em quatro partidas do estadual.

O lançamento virou outra arma. Falcão adiantou Rafael Sobis, o time passa a ter duas referências na frente. Na vitória diante do Juventude o Inter teve o seu recorde de lançamentos certos: 22; um deles deu origem ao gol da vitória, quando Damião recebeu um longo passe, evitou que a bola saísse pela linha de fundo, e deu a lambreta no adversário antes do gol de Tinga. Contra o Santa Cruz, na estreia de Falcão, o gol de Damião foi originado de um lançamento de D´Alessandro ainda no campo de defesa.

O Grêmio de Renato

O Grêmio quer recuperar o bom futebol do Brasileirão 2010. As últimas atuações podem "esconder" jogadas que já derem resultado. A surpresa e, mais do que isso, a vontade de surpreender podem ser armas para buscar a vitória.

Renato seja qual for a situação confia no seu time:

"Este grupo ganhou o primeiro turno e passou para a segunda fase da Libertadores. E será com este grupo que vamos buscar o título de campeão gaúcho".

O primeiro passo é reforçar a defesa – foi assim que o time saiu da zona de rebaixamento para a da Libertadores. São 33 gols tomados em 29 jogos no ano – 11 deles de cabeça, problema frequente nas últimas partidas, dos quais três na Libertadores e oito no Gauchão. Os treinos precisam ser intensificados.

"Treinamos e treinamos, mas todas as equipes sofrem gols. Vamos melhorar", disse o zagueiro Rodolfo.

Basta ver que o número de desarmes na última partida, a derrota para o Universidad Católica, foi de 15, média da equipe. O que comprova a necessidade de ter mais atenção em campo.

Douglas, em boa fase, tem revelado outra qualidade: as finalizações de fora da área. Os gols contra Ypiranga e Católica indicam ser esta uma boa alternativa para vencer o goleiro Renan. Tem média de quatro chutes a gol por jogo, de acordo com o Footstats. Ele é o termômetro do time desde a chegada de Renato. Se vai bem, o time atua bem. Caso contrário...

Os dribles de Leandro, curtos e geralmente em direção ao gol, cuja média de acerto é cinco por partida, também podem desequilibrar. Lembram Jonas, o artilheiro do ano passado – claro que o garoto de 17 anos ainda precisa provar em campo para ser considerado o substituto ideal. Além de vencer o zagueiro e criar situação de gol, rendem faltas perto da área e cartões ao rival. Até porque faltas e cruzamentos podem decidir o clássico.

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