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Incansável dentro de campo, Neymar admite tédio com a “prisão”

Garoto tem 57 partidas no ano e não será poupado pela seleção contra o México. "Coloco a cabeça no travesseiro e conto até dez"

Marcel Rizzo, enviado iG a Torreón |

Neymar fez 57 jogos na temporada, entre partidas pelo Santos e pelas seleções brasileira principal e sub 20. Fisicamente, o garoto diz que terá com gás até dezembro, quando jogará o Mundial de Clubes - a cabeça, porém, começa a cansar principalmente por causa do tédio das concentrações. Mano Menezes, que havia cogitado dar um descanso para o atacante no tour da seleção pela América Central, mudou de ideia e ele, que enfrentou a Costa Rica e fez o gol da vitória , também estará em campo contra o México, nesta terça (22h30 de Brasília).

VEJA MAIS: Neymar já assinou contrato com o Real Madrid


AFP
Atacante já atuou em 57 partidas no ano, entre jogos do Santos e da seleção brasileira
“Não quero ser poupado, não. Vamos para o jogo, estou bem. Mas é muito complicado você ficar preso duas semanas, um mês, eu já fiquei bastante preso. A gente fica um pouco assim, de não poder sair, ver a família, mas foi a profissão que a gente escolheu, de estar aqui na seleção, de estar com o Santos. A gente sabe que é para o nosso sucesso, para o nosso sonho. A gente bota a cabeça no travesseiro, conta até 10 e pensa no nosso futuro”, disse o jogador.

Neymar convive com uma fama incomum para um garoto de 19 anos. Mesmo no México, ele é, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, o mais assediado. Em um dos shoppings da cidade, aparece em destaque na loja de videogame que vende um jogo no qual ele está na capa. A promoção, que seria apenas para o Brasil, alcançou também outros países. Se não bastasse isso, ainda convive com notícias diárias de que vai deixar o Santos, algo que (ainda) nega com veemência.

“Vai jogar ao lado de “Chicharito”?, perguntou um jornalista mexicano, se referindo ao “Neymar” deles, o garoto de 22 anos que é destaque no Manchester United e estará em campo nesta terça-feira.

“Só se ele vier jogar no Santos”, brincou Neymar, que tem dado entrevistas menos monossilábicas depois de passar um treinamento de mídia (media training) orientado pelas pessoas que gerenciam sua carreira.

Artilheiro
Com oito gols em 14 jogos pela seleção, e uma excelente média de 0,57 por partida, é impensável que Mano Menezes o deixe de fora de jogos pela seleção, por isso a maratona que o garoto enfrenta. Ao falar que poderia poupá-lo, depois de o Brasil vencer a Argentina B em Belém, pelo Superclássico, Mano não imaginava que teria dificuldade para vencer a fraca Costa Rica. E uma derrota frente ao México, nada improvável, o deixaria em situação desconfortável no ano, com derrotas para os principais rivais e fracasso na Copa América.

“Não imaginei que pudesse ser tão importante para seleção em tão pouco tempo. Mas ainda estou atrás de muitos por aí. O Ronaldinho, por exemplo. Sou fã dele, falta muito para chegar perto ainda do que ele é e já fez”, disse Neymar.

As perguntas em espanhol o deixaram um pouco desconfortável, sem entender muito bem. A tradução algumas vezes era feito pelos próprios jornalistas brasileiros e Neymar ainda teve que ouvir uma brincadeira: que precisaria treinar o espanhol para jogar no Real Madrid (ou no Barcelona).

“Ninguém nasce sabendo”, cravou, mostrando que também sabe dar seus dribles fora de campo.

 

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