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Futebol
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Impasse entre TV's vira espaço para piadas e ironias de senadores

Parlamentares discutiram no Senado disputa entre Globo, Rede TV! e Clube dos 13 para exibição do Brasileiro

Paulo Passos, iG Brasília |

O assunto era o imbróglio na disputa dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e o fato de tratar de um tema ligado ao futebol “inspirou” os senadores que foram a Comissão de Educação, Cultura e Esporte na quarta-feira. Na audiência, que contou com a presença de Ricardo Teixeira, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Fábio Koff, do Clube dos 13, e de representantes das emissoras de televisão, os parlamentares abusaram do tom despojado, com ironias e brincadeiras com a linguagem dos gramados.

“Agora vou acionar a minha ala esquerda, com o ponta Flexa Ribeiro”, anunciava o presidente da Comissão, Roberto Requião. O senador do PMDB, que se envolveu em um incidente no qual roubou o gravador de um repórter na última segunda-feira era um dos mais animados na audiência.

Antes dos trabalhos, ele comentava o caso. “O que eu sofro é bullying. Isso mesmo que vocês ouviram: bullying desses repórteres aqui em Brasília”, contava Requião para alguns funcionários da CBF, que acompanhavam o presidente Ricardo Teixeira.

Durante a audiência, o senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, foi outro que “brincou” com a linguagem do futebol. Após o representante da Rede Bandeirantes afirmar que a concorrência do Clube dos 13 não tinha validade, pois a vencedora Rede TV! não apresentou nenhuma garantia de uma “banco de primeira linha”, se referindo a uma instituição bancária, o parlamentar não se conteve: “Mas não dá. Banco e primeira linha não combinam no futebol. Quem fica sentado lá (banco) não são os de primeira linha, são os reservas”.

Ribeiro também ironizou o esvaziamento no Clube dos 13, que já não conta com o apoio da maioria dos 20 filiados. Antes do presidente da entidade Fábio Koff responder a pergunta de outro senador sobre se ele achava que a entidade iria acabar, o senador fez piada: “Se for extinto, crie outro, mas mude o nome. Clube dos 14, 15. 13 é um número ruim”, disse, para a gargalhada de Ricardo Teixeira e um sorriso amarelo de Koff.

AE
Representantes da Rede TV!, Rede Bandeirantes, Cade, CBF e Clube dos 13 dividiram mesa no Senado
Ribeiro também fez questão de falar sobre o Paysandu, seu clube de coração, durante uma pergunta. Ele lembrou até da vitória do time paraense sobre o Boca Juniors na Bomboneira, em 2003. “Um feito histórico”, definiu.

O senador, entretanto, não foi o único a fazer referencias ao seu clube. Ao citar o presidente do Clube dos 13, Ana Amélia Lemos, do PP do Rio Grande do Sul, lembrou o passado gremista do cartola, que foi presidente do clube gaúcho.

“É uma pessoa que tenho muito apreço, apesar de estarmos de lados opostos. Eu sou colorada”, fez questão de dizer. “Se bem que depois de ontem (terça-feira) nem é bom fazer ele lembrar o Grêmio”, completou a senadora se referindo a derrota do clube para o Universidad Catolica, por 2 a 1.

O “apreço” a Koff não impediu Ana Amélia Lemos de colocar o conterrâneo em uma saia-justa. Antes da audiência começar, ela chamou o seu fotografo e pediu para tirar uma foto entre ele e Ricardo Teixeira. Os dois são desafetos assumidos. Mesmo assim, os dois posaram sorrindo.

Boleiros
AE
Ricardo Teixeira (esq.), da CBF, e Fábio Koff, do C13
Romário e o ex-goleiro Danrlei representaram a bancada dos boleiros na Comissão. Os dois foram devidamente apresentados como “craques” por Roberto Requião. Romário fez duas perguntas aos convidados. “Se um clube fechar um uma televisão e outro fechar com outra, quem transmite?”, foi a primeira.

Os convidados explicaram que dependia, se as duas aceitassem, ambas exibiriam o jogo. Caso não, nenhuma. “Cada uma mostra a metade do campo”, ironizou Requião. O “Baixinho” se mostrou curioso e emendou outra pergunta, “Essa é para todos os sete (convidados). Quem vocês acham que vai transmitir o Brasileiro então?”.

Apenas dois convidados tentaram responder. “A Rede TV! venceu a licitação, mas acho que devia haver outra concorrência, começar tudo novamente”, afirmou Paulo Kalil, da Rede Record. “Sinceramente, não sei te responder”, conclui Koff.

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