Treinador disse que o São Paulo ainda não se recuperou totalmente do massacre sofrido no último domingo, diante do Corinthians

Carpegiani, técnico do São Paulo
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Carpegiani, técnico do São Paulo
Balançando no cargo de treinador do São Paulo , mas, a princípio, mantido pela diretoria, Paulo César Carpegiani lamentou o começo do jogo contra o Botafogo , que terminou com derrota por 2 a 0 , e relacionou o péssimo futebol da sua equipe nesta quarta-feira com a goleada sofrida no fim de semana passado diante do Corinthians, no Pacaembu.

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"Os primeiros 15 minutos foram um reflexo (da goleada), uma coisa natural. Futebol é momento, lado emocional, aspecto psicológico. E o time sentiu mesmo. Enfrentamos uma equipe muito organizada. Teminamos o primeiro tempo com aspecto abalado, e o segundo tempo foi consequência do gol que acabamos levando. É difícil enfrentar uma equipe que fica toda atrás e tem jogadores rápidos na frente. Esbarramos no sistema defensivo bem armado, uma equipe bem postada. Não criamos as oportunidades", avaliou o comandante.

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No final da partida, o camisa 10 Rivaldo mostrou toda sua insatisfação em ser utilizado por Carpegiani quando o duelo já estava em 2 a 0 para o Botafogo. Sobre o fato específico, o treinador se mostrou bastante incomodado com o questionamento e explicou como quer usar o experiente meia na equipe.

"Com relação ao Rivaldo, vou repetir o que disse umas duas ou três vezes. Para eu poder usar o Rivaldo, com o Dagoberto na frente e outro ponta de lança, o Rivaldo necessita de um jogador para que ele possa lançar. Hoje tivemos dois jogadores, e um deles é o Fernandinho, que era para ser lançado. E ele começa a ter oportunidade quando tem um jogador para receber os lançamentos", avisou.

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Quando o assunto Rivaldo voltou à tona na entrevista coletiva, Carpegiani demonstrou, de novo, certa impaciência na sua resposta. "As perguntas estão cansativas. Estou sendo bem claro e nítidos com vocês. Assim vou ficar repetitivo na minha resposta, pô. A preocupação com o São Paulo é um todo. Falei para o Rivaldo qual é o momento adequado de poder utilizá-lo. Mas tenho falado de uma maneira geral. Temos um grupo que precisa ser qualificado", esbravejou.

Sobre a falha de Rogério Ceni no primeiro gol dos cariocas, o treinador isentou o capitão de culpa, e ainda aproveitou para comentar a atuação de Fernandinho, que saiu vaiado pela torcida.

"Acho que o Rogério tem muito crédito. Eu nunca culpo um goleiro. O goleiro é o único que não pode falhar. Com relação ao Fernandinho eu tenho esperanças porque ele tem característica aguda, vem de lesão, não atuou bem, mas a gente tem esperança que em um lance pessoal ele possa resolver o jogo. Ele não estava bem, assim como muitos. Mas ele dá esperança em poder te ajudar", defendeu.

Na saída do jogo, Ceni deixou bem claro que perder duas vezes seguidas e jogando mal não é a realidade do São Paulo, rebatendo indiretamente as declarações que Dagoberto deu após a goleada sofrida no Pacaembu. Carpegiani também avaliou as palavras do atacante, que não jogou nesta quarta-feira porque foi liberado para cuidar do seu filho recém-nascido.

"Foi uma colocação muito infeliz do Dagoberto na oportunidade. Sempre frisei que temos dificuldades, entra um, sai outro, não temos a oportunidade da repetição. Não compartilhamos dessa opinião pessoal dele (Dagoberto), não tenho muito o que dizer. Nós tivemos uma derrota frente a um grande rival e é natural a busca da recuração. O Dagoberto não jogou porque eu liberei, ele estava com os olhos fundos, estava duas noites sem dormir", finalizou.

O São Paulo volta a campo pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Flamengo, no estádio do Engenhão. Com a derrota no Morumbi, o time paulista foi superado pelo arquirrival Corinthians e caiu para a segunda colocação.

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