Tamanho do texto

Fechamento do estádio para as reforma exigidas pela Fifa só ocorrerá em junho de 2011. Medida veio a calhar, caso vaga no torneio da Conmebol se confirme

A possibilidade de conquistar vaga na Libertadores fez o Atlético Paranaense protelar as obras na Arena da Baixada. A princípio, o estádio seria fechado em março para ser preparado para a Copa do Mundo de 2014. Agora, o clube adiou as reformas para junho. Segundo a diretoria atleticana, foi possível rever as datas porque os cálculos da engenharia estimam que um ano e meio é tempo suficiente para adequar o estádio para o Mundial.

Assim, fechando em junho de 2011, a Arena poderia ser reaberta no final de 2012 ou, no máximo, em março de 2013. O certo é que o estádio estará pronto para a Copa das Confederações, afirma o presidente do Atlético, Marcos Malucelli.

Além da engenharia, a Libertadores pesou na decisão. O Atlético avalia que não pode perder a chance de disputar pela quarta vez o torneio intercontinental em sua casa. Se a classificação para a competição vier, o clube estima que ganhará gordura financeira suficiente para se manter longe da Arena da Baixada por um ano e meio. Sobretudo porque vê na Libertadores uma blindagem contra um dos medos atleticanos, que é perder sócios-torcedores no período em que o estádio estiver fechado.

Recentemente, quando ainda se discutia se seria a Arena ou não o estádio oficial da subsede Curitiba, o Atlético contratou uma auditoria que sinalizou que havia o risco de evasão de 70% dos quase 20 mil sócios adimplentes.

Esse número quase levou o Atlético a desistir de ver seu estádio como um dos protagonistas da Copa, mas a intervenção do poder público fez os atleticanos confirmarem a indicação da Fifa. Aliás, a burocracia para que o clube consiga captar R$ 90 milhões, utilizando-se de uma concessão pública chamada potencial construtivo, é que permite que o Atlético possa projetar a disputa da Libertadores 2011 na Arena da Baixada.

Acontece que essa captação está atrelada a um projeto que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná, o qual permite o uso de recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico como uma espécie de aval ao potencial construtivo. Esse projeto, porém, só será votado no ano que vem - provavelmente em março.

Outro detalhe é a definição de onde o Atlético irá mandar seus jogos quando fechar seu estádio para a reforma. O clube praticamente já bateu o martelo e atuará na Vila Capanema, que pertence ao Paraná Clube. O local, porém, precisará de um investimento de R$ 8 milhões para se adequar às exigências atleticanas ¿ entre elas, o encadeiramento das arquibancadas.

Essa obra será feita pela mesma construtora que ganhar a concorrência para as obra na Arena da Baixada. O edital de licitação, para as reformas nos dois estádios, depende dos trâmites burocráticos e da liberação dos recursos. Enquanto eles não saem, o Atlético agradece a oportunidade de continuar jogando em casa. Principalmente se a vaga na Libertadores vier.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.