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Futebol
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Ídolos dos seus clubes, goleiros atacam de garotos-propaganda

Cartolas aproveitam identificação da camisa 1 com a torcida para lucrar com ações de marketing

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Responsáveis por evitar o momento mais esperado do futebol, os goleiros são odiados por muitos. Mas, em muitos casos, passam tanto tempo em alguns times que criam vínculos fortes. Fato é que muitos clubes brasileiros estão tirando proveito dessa identificação dos detentores da camisa 1 com a torcida para lucrar com ações de marketing. De pouco valorizados no mercado, eles se transformaram em “garotos-propaganda” de seus clubes.

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Talvez o maior exemplo disso seja o goleiro Rogério Ceni, no São Paulo. Tido como um dos maiores ídolos da história do clube paulista, Ceni se transformou em uma máquina de fazer dinheiro junto à torcida. Neste ano, dois feitos do goleiro foram bem aproveitados pelo departamento de marketing: o 100º gol na carreira e a marca de 1000 partidas disputadas pelo São Paulo.

“Rogério já tem mais de 20 anos jogando no São Paulo (1007 jogos) e é visto como um dos maiores ídolos da história do clube. O marketing está atento a isso. Não gostamos nem de pensar quando ele se aposentar. Mas ele vai estar sempre presente no clube e não vai ter baixa nas vendas de produtos”, afirma o diretor de marketing da equipe, Rogê Davi.

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O clube paulista lançou um kit comemorativo aos 100 gols do goleiro, com duas camisas de Ceni ao preço de mil reais. Mesmo com o preço elevado, o kit se esgotou em menos de duas semanas. No 1000º jogo do goleiro pelo time paulista, durante o Brasileirão, Morumbi lotado. “Vendemos 63 mil ingressos e, se coubessem 120 mil pessoas no Morumbi, também teríamos vendido. Esse é o efeito Rogério Ceni”, explica Rogê Davi. Entre outras ações aproveitando esse “efeito”, o clube já lançou DVD com os cem gols de Ceni e outro kit quando o goleiro alcançou 617 jogos, se tornando o jogador que mais vestiu a camisa são-paulina na época.

AE
Marcos ganhou uma camisa especial em seu ano de despedida
No Palmeiras, Marcos tem status de "santo" junto à torcida depois dos 530 jogos pela equipe. Os dezenove anos de serviços prestados ao clube também são aproveitados pela diretoria alviverde. A fornecedora de material esportivo do time lançou uma camisa especial (branca e dourada) para o goleiro usar durante seu ano de despedida do futebol, já que a aposentadoria está anunciada para o final de 2011.

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Depois do último jogo, “São Marcos” ganhará livro, filme e jogo de despedida na reformada Arena Palestra. Aproveitando-se disso, Marcos lançou uma clínica de fisioterapia com equipamentos de última geração. “Eu sou um produto da fisioterapia, e o Ronaldo também é. Em 2002, talvez o Brasil nem fosse pentacampeão. Até poderia ser sem mim, mas não sem ele, porque o Ronaldo foi o melhor da Copa. O Felipão esperou, ele fez fisioterapia e foi para a Copa", afirmou o goleiro.

Divulgação
Boneco do goleiro Fábio é sucesso de vendas no Cruzeiro
No Cruzeiro, o capitão Fábio é o jogador há mais tempo no elenco (414 jogos) e o preferido da torcida. Ele está presente em quase todos os eventos da diretoria. “Procuramos explorar a imagem dos jogadores mais identificados com a torcida. Qualquer peça gráfica, ações no Facebook ou outra ação de marketing que leve a imagem do Fábio tem uma repercussão muito grande”, afirma o diretor de marketing do clube, Marcone Barbosa.

O goleiro é o mais assediado depois dos treinos na Toca da Raposa II e tem dois fã-clubes. “Tenho que agradecer muito pelo apoio, pelo carinho que eles (torcedores) demonstram em todos os momentos que têm oportunidade de ter algum evento, ou até mesmo por e-mail ou pelo site. Fico bastante feliz com o carinho deles, não só por mim, mas também por toda a minha família que é bastante respeitada”, conta o capitão cruzeirense.

A camisa de Fábio está entre as mais vendidas nas lojas e o clube lançou até um boneco do goleiro. "Não podemos quantificar as vendas. Geralmente, as peças de goleiro não são tão procuradas. Mas as do Fábio fazem muito sucesso", ressalta Marcone Barbosa.

Getty Images
Jorge Campos marcou época com suas camisas coloridas no México
Estilo próprio
São muitos os casos de goleiros que criaram um estilo próprio, com uniformes que se tornaram verdadeiras marcas. O goleiro da seleção mexicana Jorge Campos fez história com sua baixa estatura e camisas de cores chamativas. Lev Yashin, da União Soviética, ficou conhecido como "Aranha Negra" por conta da cor de seu uniforme.

Já Raul Plassmann marcou época no Cruzeiro nas décadas de 60 e 70 com sua tradicional camisa amarela, que agora veste o titular Fábio. "Isso é muito importante para mim. Colocar mais uma cor na bandeira do clube, nas cores do Cruzeiro, não é para qualquer um. Um motivo de orgulho", disse Plassmann se referindo ao amarelo.

Já o goleiro do Deportes Tolima, da Colômbia, prefere usar camisas com personagens de desenho animado. Pablo Aurrecochea visitou o Cruzeiro durante a Libertadores de 2011 com o Bart Simpson estampado no peito. Emerson Leão também gostava de camisas pouco discretas e chamou a atenção quando era goleiro ao fazer uma propaganda de cueca durante a década de 70.

 

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