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Ídolo santista, Giovanni diz que foi usado pelo presidente

Em entrevista ao iG, Giovanni acredita que ajudou Luís Álvaro a vencer Marcelo Teixeira na última eleição

Samir Carvalho, iG Santos |

O meia Giovanni, ídolo da torcida do Santos, não encerrou a carreira como imaginava. O atleta, que não teve o jogo de despedida tão esperado pelos torcedores, revelou que deixou o clube magoado com a atual diretoria. Em entrevista exclusiva ao iG, o ex-camisa 10 do Santos disse que foi usado pelo presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro durante a última eleição. O pleito, realizado em dezembro de 2009, fez o atual mandatário vencer o ex-presidente Marcelo Teixeira, que estava há uma década no poder.

“Eu me senti usado. Eu achava que o presidente (Luís Álvaro) ia me dar apoio, como eu dei nas eleições. Mas, quando o homem está lá em cima, ele se esquece de quem o ajudou”, disparou Giovanni.

Enquanto Teixeira confiava em Vanderlei Luxemburgo para convencer os sócios em 2009, Luís Álvaro apostou em Giovanni como cabo eleitoral e superou o rival em todas as urnas. O discurso da campanha era reparar um grande erro cometido com o ídolo do clube e conceder ao ex-jogador uma partida de despedida, o que já tinha faltado em 2006, quando foi dispensado por Luxemburgo em sua segunda passagem pelo Santos.

Após vencer a eleição, Luís Álvaro apresentou Giovanni como novo reforço do Santos. O início parecia um sonho para atleta e torcedores do clube. O camisa 10 foi apresentado no Salão de Mármore da Vila Belmiro, que ficou lotado para receber o ídolo. Giovanni entrou acompanhado de crianças batizadas com seu nome - pequenos Giovannis e Giovannas – com os cabelos tingidos de vermelho. A festa ainda contou com a exibição de um vídeo em homenagem ao craque.

Além do presidente santista, Giovanni não esconde sua mágoa com o ex-treinador do Santos, Dorival Júnior. “O Dorival não me queria. Eu não ia ser bem-vindo, ele me aceitou porque o presidente tinha um compromisso comigo”, disse o ex-camisa 10.

O meia Giovanni é considerado pelos torcedores do Santos um dos grandes ídolos do clube. O ex-camisa 10 é lembrado pela sua primeira passagem na Vila Belmiro na década de 90, quando foi vice-campeão brasileiro em 1995. Em dois anos (95 e 96), Giovanni marcou 69 gols em 104 jogos, além de protagonizar partidas memoráveis e lances geniais, que inspiraram a criação de uma torcida em sua homenagem: os “Testemunhas de Giovanni”.

Em 2006, Giovanni foi dispensado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Já na temporada passada, o ídolo santista participou de sete jogos e marcou um gol – diante do Rio Claro pelo Campeonato Paulista.

Divulgação
Giovanni em sua 2ª passagem pelo Santos
Confira a entrevista completa com Giovanni:

iG: O que você está fazendo depois que parou de jogar?
Giovanni: Eu estou cuidando da família, esposa, tenho meu filho, isso que é o mais importante na nossa vida.

iG: Quais os projetos para o futuro?
Giovanni: Tenho dois projetos. Continuou com a minha escola educacional, que vai do maternal até o ensino fundamental. Mas tenho que pessoas que cuidam disso para mim. E agora estou abrindo uma clínica de fisioterapia

iG: Como surgiu a ideia de criar uma escola educacional?
Giovanni: A minha esposa é formada nessa área, então tivemos essa ideia de criar uma escola

iG: Qual passagem pelo Santos marcou mais?
Giovanni: Todas as épocas marcaram. Cada uma na sua época. Mas a primeira (1995) foi a que me jogou para cima no futebol. Naquela época as portas do futebol internacional se abriram para mim. A última marcou pelos títulos, já que, apesar da boa passagem na década de 90, eu não tinha conquistado títulos

iG: Você foi cabo eleitoral do presidente Luís Álvaro na última eleição. Você acredita que ajudou na campanha?
Giovanni: Talvez eu tenha ajudado, já que os torcedores que são sócios votam. Sei que o torcedor do Santos gosta muito de mim por tudo que a gente fez pelo clube. Creio que tenho uma parcela de contribuição.

iG: Considerou produtiva sua última passagem pelo Santos?
Giovanni: No início, sim. Mas o futebol tem coisas que não podemos falar. Eu vi coisas que não posso falar. Às vezes você coloca a sua confiança no homem e acaba se decepcionando.

iG: Ficou magoado com alguém?
Giovanni: Vou te falar a verdade. Eu me senti usado. Eu achava que o presidente ia me dar apoio, como eu dei nas eleições. Mas, quando o homem está lá em cima, ele se esquece de quem o ajudou.

iG: Ficou magoado com o Dorival Júnior?
Giovanni: Quando o presidente indica um jogador ao clube, o treinador fica constrangido. O Dorival não me queria. Eu não ia ser bem-vindo, ele me aceitou porque o presidente tinha um compromisso comigo.

iG: Faltou oportunidade?
Giovanni: Eu comecei bem ano passado, mas depois o time começou a ganhar e eu fui deixado de lado.

iG: O Ronaldo se aposentou recentemente. Você jogou com ele no Barcelona. O que você pode dizer do Ronaldo.
Giovanni: Eu joguei com vários jogadores excepcionais, como Ronaldo, Romário e Rivaldo. Mas, o Ronaldo é o que tem mais carisma. Você gosta fácil dele. Todos gostam do Ronaldo. Isso somado com o que jogava dentro de campo é perfeito.

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