Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Ídolo do Inter nos anos 70, Figueroa revela ter sido sondado pelo Real

Chileno preferiu ir para o Brasil, já que, segundo ele, naquela época a diferença salarial não era grande

EFE |

Um dos grandes ídolos da história do Internacional , pelo qual foi bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, o ex-jogador chileno Elías Figueroa revelou nesta sexta-feira em entrevista que antes de se mudar para Porto Alegre esteve perto de trocar Montevidéu por Madri.

"O Real Madrid teve muito interesse em contar comigo. Houve conversas com o Peñarol, mas fui para o Brasil. Na época, não se pagava como agora na Espanha. O Brasil era o destino onde estavam grandes jogadores como Pelé, e Garrincha e pagavam muito bem", disse Figueroa, que lembrou que outros jogadores trocaram o Uruguai pelo Brasil.

"O Peñarol exportou seus grandes jogadores. Pedro Rocha e Pablo Forlán, o pai de Diego, foram para o Brasil. Com o passar do tempo foi que senti uma frustração por não ter jogado na Espanha e no Real Madrid", completou o ex-jogador, que está na Argentina acompanhando a Copa América.

Revelado pelo Unión La Calera e com passagem pelo Santiago Wanderers entre 1965 e 1966, Figueroa atuou pelo Peñarol entre 1967 e 1972 e conhece bem o futebol do Uruguai, que para ele tem grandes chances de vencer o Paraguai na final do torneio continental, neste domingo.

Como argumento, trouxe à tona até a final da Copa do Mundo de 1950, em que a 'Celeste' protagonizou o 'Maracanazo' vencendo a seleção brasileira no Rio de Janeiro. "Vivi cinco anos no Uruguai e conheço bem o estilo do futebol de lá. Foram valentes no Maracanã, viveram sempre com sua garra, se sentem donos de casa mesmo jogando fora de seu território. É disso que eu mais gosto", comentou.

O ex-zagueiro jogou por três anos em Montevidéu com o ex-lateral-direito Pablo Forlán, pai do atacante Diego Forlán, grande nome do futebol uruguaio atualmente e que foi artilheiro e melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

"Ele é muito parecido com o pai (risos). São muito parecidos na parte física. Pablo foi muito bom também. Conheço Diego desde criança e fico muito feliz por vê-lo triunfar agora. É um grande, um fora de série", considerou. A história de vida de Figueroa é digna de roteiro de cinema, já que superou problemas graves de saúde antes de se tornar jogador profissional.

"Sempre digo que sou grato à vida. Quando tinha 2 anos, passei por uma traqueostomia, tive problemas de asma e de coração. O médico disse à minha mãe que eu nunca seria uma criança normal. Não podia correr, não havia inaladores naquela época. Aos 12 anos, uma nova doença, uma poliomielite, me deixou de cama. Tive que aprender a andar de novo. Nesse lance da minha vida, me levantei e cresci. E desde então vejo a parte positiva da vida. Aos 15, me casei e sigo com a mesma mulher, graças a Deus. Tenho uma família linda. Tive obstáculos na vida e os superei", recordou.

Leia tudo sobre: futebol mundialreal madridespanhainternacional

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG