Torcedores conseguiram entrar no hotel e assediar jogadores, que assinaram fotos para serem vendidas

Dezessete autógrafos do Thiago Silva, dez do Robinho e outros tantos do novato Fernandinho. Esse é o roteiro de um fã profissional da seleção brasileira. As fotos autografadas são vendidas na internet, em média por 10 dólares em sites de venda coletiva na internet.

Nem o novato Fernandinho foi poupado pelos caçadores de autógrafos
Paulo Passos
Nem o novato Fernandinho foi poupado pelos caçadores de autógrafos
“Não, são todas para mim mesmo”, nega um dos fãs profissionais. Nas mãos, ele levava uma pasta com fotos impressas de todos os jogadores da seleção brasileira, que enfrenta a Alemanha, nesta quarta-feira, em Stuttgart. “O Dede já chegou?”, perguntou outro para a reportagem do iG . “Ele quase veio para o Werder Bremen. Logo mais será muito conhecido aqui”, completou, admitindo que venderia as fotos, mas pediu para o seu nome não ser revelado.

A tática dos caçadores de autógrafos é se infiltrar no meio dos torcedores na frente do hotel no centro de Stuttgart. Com canetas e as fotos em mãos, pedem autógrafo para os atletas. Onde o Brasil está hospedado mais de uma dezena passou a tarde esperando os jogadores.

Funcionários da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tentavam alertar os convocados para evitarem os fãs profissionais, o que era quase impossível já que eles se misturavam com torcedores brasileiros e alemães e até tinham acesso ao hotel.

Quando Neymar chegou, a maioria conseguiu entrar no lobby e cercou o santista Paulo Henrique Ganso. “Vamos chamar a segurança”, ameaçou um funcionário da CBF. Apesar disso, ninguém chegou para evitar o assédio.

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