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Honestidade do São Paulo tirou Morumbi da Copa, diz Rogério Ceni

Goleiro ironizou o fato de construírem um novo estádio na capital paulista para 2014 e disse que seu clube sempre sai prejudicado

Mário André Monteiro, iG São Paulo |

"É o preço que se paga quando você quer ser correto, quando você quer ser honesto num mundo onde as pessoas não pensam dessa maneira". Essas foram as fortes palavras do goleiro Rogério Ceni em entrevista à Agência Radioweb quando questionado sobre a exclusão do estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014. Segundo o capitão do São Paulo , o clube sempre é prejudicado em assuntos ligados à CBF.

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"A gente vive há alguns anos sofrendo algumas coisas. Há um comportamento estranho sempre para com o São Paulo, isso é notório, claro, desde a exclusão do estádio. Se tivesse alguma verba de fora, alguma coisa assim, mas como quem vai gastar é o São Paulo, ai não dá para construir outro estádio, não tem dinheiro que a gente não tenha controle", avaliou o camisa 1 tricolor.

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Rogério Ceni recebe homenagem em Brasília

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Para Ceni, o Brasil até tem condições de receber o Mundial da Fifa, mas deverá deixar a desejar em relação aos outros eventos que aconteceram recentemente, como em 2006, na Alemanha. "O Brasil hoje não tem condições de receber uma Copa do Mundo. Quer dizer, tem condições de receber uma Copa do Mundo, nos moldes que a gente poderia receber. Só não acho que a gente tem que atender exigências como foi na Alemanha", disse.

"As pessoas vão lá, todos ficam milionários. O Brasil só pensa em levar vantagem. Então se constroem estádios e mais estádios. Ai você vai no aeroporto e não consegue andar. As pessoas não têm escrúpulos: elas governam e lideram por interesses pessoais e não por interesse do povo. A pessoa é eleita pelo povo, mas já pensa o que pode fazer por si própria", criticou Rogério.

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Ainda falando de assunto político, o ídolo são-paulino falou da possibilidade de, um dia, virar presidente do clube. Ele não descartou a hipótese, mas avisou que isso não deve ocorrer nos próximos anos. "Tenho idenitifcação grande com o clube, mas a parte política é diferente. Não são sócios ou torcedores que elegem o presidente. É um âmbito político e a gente sabe que não é tudo como a gente sonha ou imagina. Não descarto a possbilidade, mas, momentaneamente, não. Mais para frente, um pouco mais velho, com experiência de vida e em outras áreas", avisou.

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Rogério Ceni recebe homenagem em Brasília
Próximo da marca de 1000 jogos pelo São Paulo - ele já tem 996 jogos disputados -, Rogério Ceni se mostrou bastante satisfeito em defender as cores do seu time do caração. "É um complemento de uma grande história, que se iniciou há 21 anos. É uma realização profissional, não só os 1000 jogos em si, mas o tempo de casa, o fato depoder defender as cores do São Paulo. O 1000 se torna um número redondo, é mais chamativo. Fico feliz em poder representar um clube dessa grandeza", contou Ceni.

Com contrato vencendo no final de 2012, Rogério admitiu que pode repensar a aposentadoria ao término do seu vínculo com o São Paulo. Mas depende de alguns aspectos. "Eu penso sempre (em abandonar os campos). Tenho contrato com vigência até dezembro de 2012, e eu pretendo cumprí-lo. Chegando próximo da data, vou fazer uma análise, ver o momento, ver como está o time, como estou pessoalmente, meus desejos e minha condição física", revelou.

Rogério Ceni comentou também as declarações de Rivaldo, que, recentemente, disse que os principais jovens do futebol brasileiro, entre eles Neymar, Lucas e Ganso, devem ir para a Europa o mais rápido possível para ganharem respeito e experiência. Para o goleiro, os santistas podem ir.

"Eu acho que é uma opinião. O Rivaldo tem experiência de vida lá fora, experiência grande, jogou muitos anos. Como eu não tenho, não posso dizer. Quanto ao Neymar e Ganso, se quiserem ir, não fazem diferença porque não jogam no meu time. O Lucas é um jogador importante para gente e se o São Paulo segurar ele por mais tempo, melhor", finalizou.

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