Meia disse que seria uma farsa fazer seu jogo de despedida no amistoso contra a seleção brasileira

A Federação Alemã de Futebol (DFB) tinha anunciado no dia 16 de junho que Ballack, 34 anos, não jogaria mais pela seleção, por decisão do técnico do treinador Joachim Low.

"Já conversei com Michael Ballack em diversas oportunidades, numa reunião no último mês de março e também por telefone. Estamos no meio das eliminatórias da Eurocopa de 2012 e chegou a hora de fazer uma declaração clara sobre este assunto", explicou Low na época.

Depois desse anúncio, a DFB agradeceu publicamente ao ex-capitão da seleção alemã pela sua contribuição ao futebol do país e formulou a proposta de usar o amistoso contra o Brasil como uma homenagem.

Porém, tal proposta não foi bem recebida pelo jogador. "Fazer de uma partida amistosa prevista há muito tempo uma partida de despedida é, do meu ponto de vista, uma farsa", declarou Ballack à agência SID, filial da AFP.

O jogador já tinha perdido um compromisso com a seleção brasileira por ter sido suspenso da decisão da Copa do Mundo de 2002, quando a Alemanha foi derrotada por 2 a 0 pelo time pentacampeão, com dois gols de Ronaldo.

Hoje em dia, Ballack, que ficou fora da Copa do Mundo de 2010 na África do sul por causa de uma lesão, perdeu sua posição por jogadores como Bastian Schweinsteiger, que se impôs como um novo líder da seleção, ou os jovens talentos Madrid Mesut Özil e Sami Khedira, que hoje atuam no Real Madrid e são titulares absolutos do meio de campo da Alemanha.

O ex-capitão, que cedeu a braçadeira ao lateral Philipp Lahm ficou inconformado com a forma pela qual foi anunciado que ele não atuaria mais pela seleção do seu país.

"A forma e o fundo do comunicado (da DFB) são infelizmente reveladores da maneira com a qual o técnico da seleção se comportou comigo desde a minha grave lesão no último verão (europeu)", alfinetou.

Theo Zwanziger, presidente da federação alemã, fez uma última tentativa para tentar fazer com que o jogador mudasse de ideia e participasse do amistoso contra o Brasil. "Ballack continua merecendo uma despedida honrosa. Ele ainda pode jogar contra o Brasil em Stuttgart. Essa foi a oferta que fizemos", declarou o dirigente no fim do mês de junho sem obter resposta.

Ao recusar de entrar em campo contra a seleção brasileira, Ballack, que atuou 98 vezes com a camisa da Mannschaft ficou mais longe da sua meta de alcançar 100 partidas com a Alemanha.

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