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Futebol
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Holanda fura com Goiás e prejudica propaganda e sonho de 2014

Estado investiu em amistoso "revanche", mas holandeses preferiram treinar no Rio de Janeiro. Goiás ainda pensa na Copa

Marcel Rizzo e Paulo Passos, enviados iG a Goiânia |

Goiânia e o estado de Goiás tratam a partida amistosa entre Brasil e Holanda como o seu jogo de Copa do Mundo. Não escolhida como uma das 12 sedes do Mundial de 2014, a cidade receberá o primeiro jogo brasileiro no país preparatório para a competição (sábado, 16h10). E o Governo não economizou para isso: só para subsidiar ingresso à população e na reforma do estádio Serra Dourada foram gastos R$ 4,4 milhões.

Mas nem tudo são flores: a Holanda, rival perfeito para valorizar a partida, já que o confronto é tratado como revanche da eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, ignorou o Centro Oeste e preferiu se preparar perto das praias do Rio de Janeiro , treinando na Gávea, campo do Flamengo, Coincidência, ou não, casa do Flamengo, clube que já foi presidido por Kleber Leite, sócio da Klefer, empresa que organiza a partida. O cachê do rival brasileiro, não divulgado, foi pago pela agência organizadora.

Paulo Passos
Obra no entorno do Serra Dourada. Parceria Prefeitura e Governo do Estado
“Talvez os holandeses não saibam que Goiânia hoje é uma das grandes economias do Brasil. Ou que o CT do Goiás é um dos mais modernos. Mas se você tem um hotel legal, e o oferece para alguém que não conhece, você aceita. Não estamos chateados. O Brasil estará aqui e vai trabalhar todos esses dias”, disse Itamir Campos, funcionário da Agel (Agência goiana de Esporte e Lazer) e gerente do Serra Dourada. A Holanda treina até quinta no Rio, só viaja sexta para Goiânia, quando reconhece o gramado do Serra Dourada. Logo após o jogo, no sábado, volta à capital fluminense.

A rejeição da Holanda, que segundo a organização decidiu treinar no Rio por decisão própria, atrapalhou propaganda institucional do Estado. Em anúncios publicados em jornais e revistas de circulação nacional, o Governo anunciava que era para se fazer como a seleção holandesa e algumas empresas que têm fábricas no estado: “venha para Goiás”. Grandes montadoras, como a japonesa Mitsubishi, em Catalão, e a coreana Hyundai, em Anápolis, produzem carros no estado. Uma cartada também para, quem sabe, herdar uma vaga de alguma sede desistente de última hora na Copa de 2014.

Secadores

Reprodução
Anúncio publicado em revista: a Holanda não foi bom visitante
O iG apurou que Goiás ainda sonha, discretamente é verdade, com que Natal não consiga construir sua Arena das Dunas e que sua capital herde a 12ª sede. Ponto favorável é a ótima relação do governador Marconi Perillo, do PSDB, com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira. Ponto negativo é que mesmo se Natal caia, é mais provável que o Brasil fique com 11 sedes ou até que outra cidade tenha dois estádios (Porto Alegre, por exemplo).

“Com R$ 300 milhões conseguimos montar um Serra Dourada tão bom quanto o Maracanã que vai gastar R$ 1 bilhão”, disse Campos. Para o amistoso o Governo desembolsou pouco menos de R$ 2 milhões para ajustar pedidos da CBF para que o jogo chegue o mais próximo do que a Fifa pede para uma Copa do Mundo. Os R$ 300 milhões já seria um projeto que engloba até um Shopping Center dentro do estádio. Por enquanto, longe de sair do papel.

 

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