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Histórias folclóricas marcaram a vida do lendário Pai Santana

Macumbeiro convicto, massagista não economizava nas mandingas antes das decisões

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

A morte do ex-massagista Pai Santana , na manhã desta terça-feira, fez o Vasco amanhecer triste. Na capela do clube, onde o corpo está sendo velado, fisionomias tristes contrastam com o astral sempre humorado do homem das crenças, dos “trabalhos”, macumbeiro convicto. Desde cedo, a bandeira vascaína está a meio mastro.

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Santana foi um dos precursores na profissão de massagista no futebol. Foi, também, um dos pioneiros em usar “as forças do além” em benefício do clube. Antes de adoecer, vítima de um AVC, em 2006, não se pensava em título antes de consultá-lo. Havia sempre uma mandinga.

Folclórico, algumas de suas histórias viraram lendas. A maior delas aconteceu na final da Taça Guanabara de 1976. Santana conta que na madrugada do clássico com o Flamengo, ele desceu de helicóptero no centro do gramado da Gávea, sede do rival rubro-negro, e lá teria “amarrado o Flamengo”. No campo, as duas esquipes empataram em 0 a 0. Nos pênaltis, 5 a 4 para o time de São Januário. Zico perdeu para o Flamengo.

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Em 74, o título brasileiro - o primeiro dos quatro conquistados pelo clube cruzmaltino -, foi parar também na conta dele. O folclórico massagista colocou três ovos no gramado do Maracanã na partida contra o Internacional. Roberto Dinamite e Zanata marcaram os gols do empate em 2 a 2 com os gaúchos. O resultado assegurou o Vasco na final contra o Cruzeiro. No Maracanã, vitória por 2 a 1. Verdade ou não, o fato é que são estas histórias que fizeram dele um lendário personagem do clube.

Ele chegou ao clube nos 50. Trabalhou também no Fluminense e na seleção brasileira. Ao longo destes anos, se tornou amigo de craques como o presidente Roberto Dinamite, Tita, Ademir Menezes, Bebeto, Acácio, Mazaroppi, Abel Braga, Zanata, Dé, Romário e Edmundo. Este último, aliás, era chamado por ele de “meu menino”. Em 97, na reta final do Brasileiro, Santana tinha fé que o Animal seria o craque do campeonato e herói de mais um título nacional. Durante os jogos, rezou muito pelo camisa 10. Deu certo: Vasco campeão, Edmundo artilheiro do campeonato com 29 gols e eleito o craque da competição.
 

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