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Heroína japonesa na Copa do Mundo já trabalhou em Fukushima

Karina Maruyama marcou o gol que eliminou a anfitriã Alemanha do Mundial de futebol feminino

Reuters |

Uma jogadora que saiu da reserva para dar ao Japão uma inédita classificação para a semifinal da Copa do Mundo de futebol feminino tem entre seus fãs os trabalhadores que lutam para controlar o vazamento nuclear na usina de Fukushima. O fato não chega a ser surpreendente, já que vários desses técnicos foram colegas de Karina Maruyama na empresa Tepco (Tokyo Electric Power Co.), que opera a usina danificada por um terremoto e um tsunami em 11 de março , no pior desastre nuclear do mundo nos últimos 25 anos.

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Maruyama, de 28 anos, virou uma heroína nacional e recebeu em seu blog inúmeras mensagens de admiração e gratidão depois de marcar - no segundo tempo da prorrogação - o gol da vitória de 1 a 0 contra a anfitriã e favorita Alemanha , no sábado, pelas quartas de final da Copa.

Mas foi um recado de um ex-colega agora envolvido no trabalho em Fukushima que mais a comoveu. "O e-mail dizia que o gol 'renovou nossa disposição para trabalhar e nos esforçarmos juntos'. Eu chorei ao ler", disse a jogadora ao jornal "Chunichi Shimbun".

Maruyama, que atualmente joga no clube japonês JEF United Ladies, trabalhou na usina da Tepco entre 2005 e 2009, quando jogava no Mareese, clube patrocinado pela empresa. Em abril, ela foi muito criticada por questionar em seu blog as acusações feitas pela mídia e pela opinião pública à Tepco pelo acidente nuclear.

EFE
Karina Maruyama chuta para marcar o gol que classificou o Japão para a semifinal da Copa feminina
Agora, o espaço está ocupado por temas bem menos polêmicos. "Todos no Japão que me aplaudiram de vários lugares e sob várias circunstâncias deram força à seleção e me ajudaram a marcar o gol", escreveu ela. "Estou cheia de gratidão." O Japão disputa a semifinal na quarta-feira contra a Suécia. EUA e França fazem a outra semifinal no mesmo dia. O título será decidido no domingo, em Frankfurt.

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