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Para canditado à presidência, atual mandatário "jogou na lama" as reputações da entidade máxima e do próprio futebol

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Adversário de Joseph Blatter na próxima eleição à presidência da Fifa, Mohamed bin Hammam esquentou ainda mais, nesta quinta-feira, o clima de guerra anunciado contra o dirigente que comanda a entidade que rege o futebol mundial. O presidente da Confederação Asiática de Futebol, que tentará derrotar Blatter no pleito marcado para 1º de junho, responsabilizou seu adversário político pelos escândalos que "mancharam de forma incomparável" a reputação da Fifa nos últimos tempos.

Entre as críticas feitas por Hammam por meio de seu blog, estão a doação de 20 milhões de euros à Interpol anunciada nesta semana pela Fifa, que conta com a ajuda do famoso organismo policial para combater, e as suspeitas de manipulações de resultados no futebol que visam beneficiar apostas ilegais. Os indícios da existência de jogos manipulados nos últimos anos colocaram em xeque a credibilidade do esporte e da própria Fifa, que agora promete implementar medidas duras para combater esse tipo de prática criminosa.

Hammam ainda acusou Blatter de agir de "forma arbitrária" ao tomar a decisão de fazer a doação sem discutir, segundo ele, a questão com o comitê executivo da Fifa. "Esse é apenas mais um exemplo das escolhas do atual regime (de Blatter) de optar por dirigir o futebol como lhe convém, ao invés de fazê-lo de uma maneira que seja consistente com os procedimentos adequados", afirmou.

O dirigente falou também que as reputações da Fifa e do próprio futebol mundial foram "jogadas na lama" após as acusações de corrupção contra membros da entidade, feitas na última terça-feira por David Triesman, ex-presidente da FA (sigla em inglês para Associação de Futebol da Inglaterra), durante audiência no Parlamento britânico. Na ocasião, ele afirmou que membros do comitê executivo da Fifa teriam recebido ou pedido subornos para eleger Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente.

"Mais uma vez ficou claro que algo precisa ser feito com urgência para melhorar a imagem da Fifa. O nome de nosso grande esporte e de sua instituição de liderança foram jogados na lama mais uma vez", disse Hammam.

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