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Futebol
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Gum e Berna dão a entender que ambiente do Fluminense mudou

Zagueiro se enrola ao tentar negar problema, mas goleiro confirma que polêmicas atrapalharam

Marcello Pires, iG Riode Janeiro |

Desde a histórica arrancada contra o rebaixamento em 2009 até a conquista do título brasileiro no ano passado a união tem sido uma das armas do Fluminense dentro e fora de campo. Do capitão Fred ao jogador menos badalado do grupo, todos sempre destacaram o bom ambiente do vestiário das Laranjeiras. Mas pelo visto essa harmonia foi abalada com a falta de comando e a crise política que tumultuaram o departamento de futebol do clube nos últimos meses.

Se após a eliminação para o Libertad na Libertadores os sorrisos e as brincadeiras voltaram durante os treinamentos, nas duas últimas semanas o clima não foi de total sintonia. Insatisfação com a reserva e troca de acusações através da imprensa após a bombástica entrevista de Emerson à TV Globo deram o tom do dia a dia tricolor.

Os jogadores até tentam negar qualquer tipo de problema de relacionamento, mas deixam escapar frases evidenciam possíveis problemas internos. Após Deco e Rafael Moura afirmarem publicamente que ninguém é obrigado a ser amigo dentro de um elenco de 40 pessoas, Gum deu indícios nesta sexta-feira que a união não é a mesma de antes ao ser perguntado se Abel Braga irá encontrar um grupo unido.

“Hoje, sim. Nós estamos novamente fechados”, afirmou o zagueiro.

No entanto, ao ser questionado se em algum momento esse panorama tinha mudado, já que ele usou a palavra novamente, Gum se enrolou e deu uma resposta evasiva e totalmente fora do contexto.

“Não teve turbulência dentro do grupo. Apenas eu disse que estamos nos preparando para a chegada do Abel. O hoje que eu falo é hoje e sempre. Precisamos continuar focado na preparação com o Enderson”, tentou se explicar Gum.

Com um discurso mais seguro e objetivo, Ricardo Berna admitiu que alguns atos, como a insatisfação pública de atletas com a reserva, criou um mal estar dentro do elenco, mas nada que chegada a causar atritos mais graves.

“Quando se fala em união em esporte coletivo, as opiniões divergem bastante. Todos são profissionais e pagos para fazerem seu melhor. Por não se tratar de um esporte individual, aquela química dentro de campo é importante. O que vai refletir nisso é a maneira como todos vão se comportar no dia a dia de trabalho. Passamos por situações onde jogadores ficaram insatisfeitos, expuseram o nome do clube, e tudo isso atrapalhou. Mas nunca tivemos indisposição um com o outro. Tanto respeitamos a camisa do Fluminense e conseguimos aquela classificação na Libertadores. Não temos mais que discutir sobre isso e seguir em frente”, disse.

Sobre a entrevista do ex-companheiro Emerson, que também desestabilizou o grupo na véspera do jogo contra o Libertad, o goleiro apenas lamentou.

“Achei bastante inoportuna a entrevista dele, mas quem tem boca fala o que quer. Eu respeito a opinião dele. Eu sempre defendo as cores do Fluminense. A diretoria se posicionou e isso tem que ser respeitado e esquecido”, afirmou.
 

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