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Gullit faz campanha no Rio pela Copa do Mundo de 2018

Ex-jogador cita África do Sul ao comentar violência no Brasil e ressalta que não seriam necessários aeroportos, alvos de críticas do ministro Orlando Silva, para circular entre Holanda e Bélgica

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Em campanha para que a parceria entre Holanda e Bélgica seja a escolhida para receber a Copa do Mundo de 2018, o ex-jogador holandês Ruud Gullit veio ao Brasil para a Soccerex, convenção de negócios do futebol, que acontece no Forte de Copacabana, no Rio. Ele defendeu a candidatura holandesa e ressaltou que, apesar de serem países fundadores da Fifa, ambos jamais sediaram um Mundial. A decisão da Fifa será anunciada em 2 de dezembro.

Holanda e Bélgica são dois países centrais da Europa e você pode ficar apenas em um hotel para assistir a todos os jogos. São fundadores da Fifa e nunca receberam uma Copa. Por que não tentar em 2018? Como os dois países já foram sedes da Eurocopa, por que não podem sediar a Copa do Mundo?, indagou o ex-jogador.

Ao comentar sobre vantagens para o Mundial ser realizado na Holanda e na Bélgica, Gullit acabou colocando o dedo na principal ferida da organização brasileira para a Copa de 2014. Pouco depois de o ministro do Esporte, Orlando Silva, criticar duramente a morosidade da Infraero na questão dos aeroportos, afirmando que se trata do principal risco de constrangimento para o Brasil, Gullit ressaltou que, se a Copa de 2018 ficar com Holanda e Bélgica, não será necessário aeroporto para viajar.

Outra coisa importante é que a Holanda e Bélgica seriam a sede mais sustentável por já oferecer as bicicletas para que todos os expectadores possam andar por todos os estádios. Eu nunca joguei no Maracanã. Não vi a nova obra. Mas s Holanda e a Bélgica não têm problemas de aeroporto porque você não precisa de avião para se locomover entre os dois países, disse.

O holandês afirmou que o Brasil deverá sofrer uma pressão maior em 2014 por jogar em casa e não mostrou preocupação com a questão da segurança, tampouco das favelas no Rio. Lembrou que a África do Sul passou pelos mesmos questionamentos.
Esse problema (violência) também existia na África do Sul, mas durante o Mundial não aconteceu. Na África, eles também tinham favelas e foram substituídas por casa. Acho que esse é um processo que também vai acontecer no Brasil. Penso que a pressão é maior para a seleção local. Imagino que o Brasil sofrerá a mesma coisa que a África. Não sei se é bom ou ruim, completou.

Gullit comentou o relatório da Fifa divulgado na última sexta-feira, apontando que a candidatura de Holanda e Bélgica seria de risco médio. Tem que ser avaliada a campanha como um todo. Sempre haverá uma parte que precisará ser melhorada, a infra-estrutura dos estádios. Acredito que falar dos outros competidores não é o nosso foco. Não somos os favoritos, mas a imagem dos países têm mudado para melhor e isso pode nos ajudar ainda mais.

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