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Grêmio transforma o Olímpico em fábrica de goleiros

Desde 2005, dez camisas 1 foram revelados pelo clube. Quatro chegaram à seleção brasileira

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Em uma das inúmeras visitas que fez ao Olímpico, após sair do Grêmio em 2003, Danrlei explicou por que não migrou da carreira de jogador para a de treinador de goleiros: "Ficou maluco? Já viu quantas bolas o cara chuta por treino? É muito para mim...".

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A frase revela um pouco da rotina deste profissional e ajuda a explicar o sucesso da formação de camisas 1 do time gaúcho. Desde 2005, ano em que Francisco Cersosimo foi contratado do Vitória, 10 atletas saíram do forno e quatro chegaram às seleções profissional ou de base. Victor e Marcelo , atuais titular e reserva, lideram a estatísticas de defesas do Brasileirão.

Wesley Santos/Pressdigital
Marcelo descansa após sessão de exercícios na cama elástica

Para entender o segredo, antes de tudo, é preciso deixar de lado conceitos equivocados. Goleiro algum tem reflexo, um movimento involuntário. É "tempo de reação". Há preculariedades também no treinamento, diferenciado dos demais jogadores, inclusive com o uso de equipamentos específicos, o último deles o "paredão móvel", uma cama elástica improvisada que torna a trajetória da bola imprevisível e simula chutes com efeito ou desvio.

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Mas o trabalho não termina aí. Treinamento com metodologia unificada entre elenco profissional e categorias de base, ênfase em aprimorar qualidades e aperfeiçoar deficiências, tratamento igual a titular, reserva, terceiro suplente e quarto arqueiro e ambiente de amizade, mas com disputa interna, completam a lista tricolor. Tudo sob comando dos olhos clínicos de Chiquinho.

"Ele é especial. Um treino basta para identificar qualidades e defeitos do goleiro. Ao trabalhá-los, suga tudo de bom e te faz chegar ao auge da forma", conta Galatto, 28 anos, o homem que defendeu um pênalti contra o Náutico no jogo conhecido como "Batalha dos Aflitos" e que devolveu o Grêmio à Série A em 2005.

Formado no Olímpico, Galatto foi o primeiro da lista de Chiquinho. Marcelo foi seu reserva até 2007. Vieram na sequência Andrey, Cássio, Caio Venâncio, Túlio, Fernando, Matheus, Matheus Oliveira e Busato. Neste período, apenas Saja e Victor foram contratados. Outros dois nomes pré-2005 também merecem destaque: Diego, atualmente no Leixões, ex-Fluminense e Atlético-PR, e Fernando Prass, do Vasco.

Wesley Santos/Pressdigital
Marcelo descansa após sessão de exercícios na cama elástica

"Não é surpresa alguma. Todos têm qualidade e fizeram parte de um grande trabalho planejado. Por exemplo: não adianta saber que o Victor pode ser convocado e não preparar o Marcelo", disse Chiquinho.

Rogério Godoy, o Rogeirão, treinador de goleiro da base, é o segundo pai desta turma. No Grêmio há seis anos, trabalha em conjunto com Chiquinho. Recebeu um treinamento específico e, desde que o colega virou treinador da seleção, em 2010, o substitutui a cada chamado de Mano Menezes.

Nenhum dos dois sabe quantas bola chuta por treino, porém, sentem nas pernas o reflexo do trabalho. É comum receberem o mesmo tratamento preventivo dos jogadores para evitar lesões. E olha que eles tem excelente preparo: fazem musculação diariamente.

"O treinador de goleiro não descansa nunca. Enquanto eles revezam no gol, nós não paramos de chutar. Já imaginou se machuco? Como fica?", destacou Rogeirão.

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Além do "paredão móvel", barreiras de metal e obstáculos de borracha completam a lista de equipamentos. Tudo fundamental para, neste Brasileirão, Victor e Marcelo, atingirem a marca de 50 defesas em dez jogos, média de cinco por partida, a melhor do campeonato.

"Está dando certo. O trabalho é bom. A cama elástica nos dá tempo de reação, algo fundamental nos jogos", disse Victor, que volta à titularidade contra o América-MG, quarta-feira, às 19h30min, no Olímpico.

Nem isto tumultua ambiente. Marcelo sabe e aceita a reserva:

"Victor tem história aqui e é ídolo da torcida. Quando ele saiu, estava bem. Continuo o meu trabalho".

Goleiros revelados a partir de 2005

Galatto – Depois de não acertar com o Neuchâtel Xamax, da Suíça, está sem clube
Marcelo – Atual reserva de Victor
Andrey – Depois de defender Figueirense, Atlético-PR e Cruzeiro, está no Criciúma, na Série B
Cássio – Vendido ao PSV, em 2007, está emprestado ao Sparta Roterdã, da Holanda. Foi campeão sul-americano sub 20 pela seleção
Caio Venâncio – Atualmente está no Canoas
Túlio – Atualmente está no São José-SP
Fernando – sem clube
Matheus Fernando Cavichioli – Atualmente no Novo Hamburgo
Matheus Oliveira – Atual terceiro goleiro
Busato – Atual quarto goleiro

Goleiros ainda na base

Tiago – Tem convocação para a seleção sub18
Vitor Luiz – Tem convocação para a seleção sub15

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