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Grêmio desiste de Ronaldinho Gaúcho

O presidente do clube gaúcho, Paulo Odone, anunciou que não está mais negociando com o jogador

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Foi só presidente do Grêmio, Paulo Odone, entrar na sala de conferências do Olímpico, em Porto Alegre, para se ter a certeza de que o clube iria desistir de Ronaldinho Gaúcho. O dirigente que estava visivelmente abatido foi o retrato do comportamento gremista na novela: o otimismo deu lugar à frustração.

Com uma simples frase, Odone pôs fim à negociação que começou em 20 de setembro de 2010, quando o empresário e irmão do atleta, Roberto de Assis Moreira, procurou a direção, que duas semanas depois seria eleita pelo Conselho Deliberativo.

“Encerramos as tratativas. O Grêmio não tem condições de disputar um craque no mercado. Queríamos repatriar um jogador que nasceu aqui e não foi isto que encontramos”, disse o presidente.

Era a resposta ao anúncio feito pela presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, e o pelo vice-presidente do Milan, Eduardo Galliani, no Rio de Janeiro. O italiano chegou a afirmar que há 99,9% de chances de o atleta transferir-se para a Gávea.

Odone classificou a negociação por Ronaldinho como um leilão. Alegou que o contrato, elaborado entre os advogados do clube e os de Ronaldinho, foi modificado por sete vezes. Todas, segundo ele, a pedido de Assis. Na noite de sexta-feira, o presidente não concordou com uma nova exigência trazida por Assis: negociar a rescisão com o Milan.

“Isto sempre ficou a cargo do Assis. Depois de tantas mudanças não poderíamos mais concordar com o que estava acontecendo. Sugiro até que o Assis procure agora o Corinthians”, disse Odone.

O diretor de futebol do Grêmio, Antônio Vicente Martins, alegou ter acertado um valor de indenização ao Milan, negociado por Assis, no começo das tratativas: R$ 9,2 milhões. Este dinheiro seria desembolsado por Assis e depois ressarcido, durante os quatro anos de contrato, ao jogador. O problema foi a exigência de outros R$ 2 milhões na sexta à noite.

“Achei que tinha passado dos limites e para quem estava disputando no mercado, não merecia o sacrifício. O Grêmio chegou ao sei limite”, afirmou o presidente do Grêmio. “Está encerrado o assunto Ronaldinho no Grêmio”

Na sexta-feira, o clube esperava a chegada do jogador e de Assis em Porto Alegre, o que não ocorreu. Mesmo assim, à noite,  Antônio Vicente Martins, afirmou que tinha "absoluta certeza" no acerto com o atleta. "Não nos assusta (o otimismo do Flamengo). Vamos conseguir a contratação do Ronaldinho. Temos absoluta certeza de que teremos um final feliz. Só precisamos finalizar todos os aspectos do contrato", alegou o dirigente em entrevista à Rádio Gaúcha.

Saída conturbada em 2001


Ronaldinho começou a carreira no Grêmio, passando por todas as etapas das categorias de base. A estréia nos profissionais ocorreu em 1998. Três anos depois, ele deixou o clube de forma conturbada. A saída se deu graças à entrada em vigor da Lei Pelé, que permitia a liberação do jogador após o fim do contrato sem o pagamento de uma multa.

O destino do meia-atacante foi o PSG. Em 2002, a Fifa determinou que o clube francês pagasse aproximadamente 5 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões) de multa ao Grêmio.

 

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