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Membro do comitê da África do Sul diz que "não há plano B" e lembra que jogadores e técnicos fazem avaliações públicas do campo

Por maiores que sejam as preocupações com a organização e a infraestrutura das cidades-sede da Copa do Mundo , os organizadores da competição em 2014, no Brasil, não podem negligenciar um aspecto fundamental do maior evento de futebol do planeta: o gramado, palco das partidas.

Para Derek Blanckensee, chefe de competição do Comitê Organizador da África do Sul 2010 e atualmente presidente da Liga Principal de Futebol da África do Sul, o gramado é o que os bilhões de espectadores do mundo veem pela TV.

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“No fim das contas, trata-se de futebol. O mais importante de tudo são gramados de boa qualidade. É o que o mundo vê pela TV. Serão 96 horas de transmissão televisiva dos jogos. E aí, o que se vê são os jogadores, o gramado e a torcida”, afirmou Blanckensee, na Soccerex, feira de negócios de futebol, no Rio de Janeiro.

De acordo com ele, se algo der errado, “não há plano B”, porque não existe solução imediata eficiente e “os jogadores e os técnicos vão falar é sobre a qualidade dos gramados”.

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“Faça os gramados de forma correta, com irrigação excelente e monitore as construções-chave constantemente. Gerencie, prepare e mantenha os gramados apropriadamente antes e durante o torneio. Não há plano B aceitável. Se derem um carrinho e um tufo de grama se levantar, não dá para se consertar isso”, dise Blanckensee.

Ele recomenda o uso dos melhores consultores e especialistas em gramados disponíveis e a espécie certa de grama e tecnologia reconhecida.

O diretor-executivo de operações do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014 , Ricardo Trade, afirmou na Soccerex que está atento a esse aspecto. “Estamos fazendo até análises químicas da grama, com acompanhamento de engenheiros agrônomos”, disse Trade, do COL.